Cenáculo da fé

Inaugurado em março de 2011, o Cenáculo da Fé, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), em Maputo, fica na avenida 24 de julho, 3.108, esquina com avenida Mohamed Siad Barre.

Fachada do Cenáculo da Fé em Maputo

É hoje o Eid

Até ontem o fim da tarde, não se sabia ainda se hoje seria o dia do Eid ou não. Pela manhã, eu ouvi duas pessoas conversando sobre isso em uma loja e o senhor dizia à senhora que à noite provavelmente se confirmaria porque o céu já estava menos nublado. No fim da tarde, fui à mercearia vizinha aqui de casa e perguntei ao dono, muçulmano: já sabem se amanhã vai ser o dia do Eid? Ele disse que esperavam a confirmação para a noite.

Explico: como já contei, os muçulmanos estavam vivendo o mês do Ramadã. Ele termina quando a lua nova é avistada no céu. Ocorre que antes de ontem o céu estava muito nublado e não foi possível avistar lua nenhuma. A expectativa toda era que ontem se pudesse avistar a lua nova e anunciar, então, o início do mês Shawwal.

Este mês começa com o Eid al Fitr (ou Eid ul-Fitr, encontrei as duas formas), que na verdade é يد الفطر, em árabe. Significa algo como a celabração da quebra do jejum. No primeiro dia do novo mês, os fiéis, ainda em jejum, vão para a mesquita de manhã, realizar uma oração especial. O dia celebra o fim do jejum e é dedicado a agradecer a força que foi recebida de Alá para passarem por ele.

Nesse dia é comum a troca de presentes e as pessoas usarem roupas novas. Eid também é uma época tradicional de perdão e reconciliação. Fazendo uma comparação com o nosso calendário, acho que seria como o ano novo.

É também o momento de pagar o Zakatul Fitr (caridade do desjejum). O chefe da família dá comida ou dinheiro aos pobres, em um valor mínimo determinado pela religião. Isso é feito antes da oração do Eid, para que o jejum esteja completo e seja aceito. Se for pago depois não tem validade como caridade do desjejum, é apenas uma boa ação. O objetivo é proporcionar às pessoas menos favorecidas a oportunidade de participarem da festa do desjejum, podendo preparar doces ou uma refeição melhor, comprar roupas novas e brinquedos para as crianças.

O Eid dura três dias, mas, aqui em Maputo, os estabelecimentos comerciais de muçulmanos costumam ficar fechados só no primeiro dia. Esse ano, hoje é o dia. Então, nada de comprar carne halal no açougue mais próximo, nada de fazer comprinhas na mercearia da esquina (geralmente são de muçulmanos) e até mesmo algumas lojas dos centros comerciais estão fechadas…

Veja mais sobre o Eid ul-Fitr na Wikipedia, no Patopor.com e nos blogs A mulher no Islam e O islam é….

Ramadã

Nas últimas semanas, a sensação que dá ao andar nas ruas é que Moçambique está mais muçulmano. Desde o dia primeiro de agosto, estamos vivendo o Ramadã: período de 29 ou 30 dias (depende da lua), que representa o nono mês do calendário islâmico. É um mês voltado para a oração, o jejum e a caridade.

Os muçulmanos acreditam que neste mês seu deus, Alá, revelou os primeiros versos do Alcoorão, o livro sagrado do islamismo. No período, a frequência à mesquita é mais assídua e mudam alguns hábitos: não se deve comer ou beber nada, nem ter relações sexuais, enquanto o sol brilhar.

De acordo com o site Como tudo funciona: “Durante o mês do Ramadã, os muçulmanos conquistam mais do que uma purificação do corpo e da mente. Sentem que estão fazendo o trabalho de chegar mais perto de Alá por meio da oração e tornando-se pessoas mais misericordiosas por experimentar a fome e aprender sobre o sofrimento dos pobres. O jejum do Ramadã é a experiência principal na religião islâmica”.

mulher muçulmana vestida tradicionamenteNão encontrei referências sobre a mudança dos hábitos de vestimentas. O que vejo em Maputo, é que, durante todo o ano, há muçulmanos que usam as roupas tradicionais e outros que não. Há ainda os que o fazem especialmente na sexta-feira, dia que, em geral, todos vão à mesquita no meio do dia. Então, havendo sempre muitos seguidores da religião muçulmana por aqui, nem todos estão sempre vestidos à maneira mais tradicional. Mas, por esses dias, não sei se é impressão, mas me parece que tenho encontrado mais pessoas vestidas assim. Talvez pelo fato de no mês Ramadã aumentar a freqüência às mesquitas, todos passam a se vestir diariamente como na sexta-feira. homem muçulmano vestido tradicionalmente

Os muçulmanos não são a maioria religiosa em Moçambique, representam 17,8% de acordo com o censo mais recente, de 2007. Mas justamente por causa das roupas diferentes (para mim, que venho do Brasil, pelo menos) e dos cabelos cobertos por véus, ficam mais fáceis de ser identificados.

Outra coisa que muda nesse período por aqui é o horário de vários estabelecimentos comerciais. Acho que, em geral, a hora do fechamento é antecipada, uma vez que logo que o sol se põe, deve-se quebrar o jejum e fazer uma refeição em companhia da família.

A cada dia que passa, confirmo que Moçambique tem muitos problemas, mas também tem muito o que ensinar. A países como a França, por exemplo, que se diz um estado laico mas tem em seu calendário feriados religiosos e persegue pessoas que usam vestimentas ou acessórios de uma religião, mas não de outra. Nunca vi notícia de alguma aluna ser proibida na França de freqüentar a escola por usar um crucifixo no peito. Já o véu muçulmano…

Aqui, não temos feriados religiosos. O país se diz e pratica ser laico. Há liberdade para as pessoas seguirem a religião que por bem entenderem e não há perseguição pela escolha feita. Então, é permitido que seja feito esse ajuste nos horários do comércio, por exemplo, e é bonito de ver meninas nas ruas, com seus uniformes escolares e véus na cabeça.

menina de uniforme escolar e véu na cabeça

Veja mais sobre como o Ramadã é celebrado, no site Como tudo funciona.

Veja mais sobre religiões em Moçambique no post As quadras festivas em Moçambique.

Feriado sim, religioso não

Mais um feriadão no Brasil e aqui não. Por acaso, aqui até tem um feriadinho, em pleno sábado…

Amanhã, 25 de junho é dia da Independência de Moçambique, que se deu em 1975. Esse é o único feriado da semana. Aqui, como o estado é laico de verdade, não tem essa de comemorar data com nome de cristo ou qualquer outra referência religiosa, como em outros ditos estados laicos.

Masjid Taqwa

Na movimentada avenida Eduardo Mondlane, em Maputo, no número 1.267, destaca-se esta belíssima mesquita. Até onde eu percebo, Masjid significa mesquita.

mesquita na av. Eduardo Mondlane

Páscoa

Depois de ter vivido no Brasil e nos Estados Unidos, é curioso estar agora em um país onde as celebrações religiosas são exclusivamente religiosas e não comerciais. Até então, natal era dia de trocar presentes e páscoa dia de comer chocolates. Também é dia de viajar, especialmente se alonga o fim de semana. Afinal, não é isso que ensinam os comerciais?

Mas aqui em Moçambique essas datas não são feriados, porque, sendo o Estado laico, não se mistura religião com nação. Você pode ler mais sobre isso no post A semana é santa, mas o estado é laico, do ElefanteNews. Então, na sexta-feira santa, empresas e comércio funcionaram normalmente. A critério dos proprietários, alguns fecharam ao meio-dia.

Quando isso aconteceu, a maioria das pessoas foi para a igreja ou para casa, observar o repouso para reflexão que a data pede. Não foram viajar, aproveitar o feriadão sem nem lembrar o motivo da folga. Nada contra aproveitar folgas. Ao contrário, aproveito todas as minhas com prazer. Mas não acredito que seja honesto usar figuras religiosas como desculpa.

E esse quadro se reflete também no comércio. Ovos e coelhinhos de chocolate não eram vistos em todo canto. Eu só vi em um mercado da cidade, o Shoprite, mesmo assim com poucas opções. A vantagem é que o preço do grama do chocolate não foi para a estratosfera, como costuma acontecer no Brasil. Um coelhinho de chocolate de 100g, custava o equivalente a uma barra de chocolate de 100g.

Não resistimos aos impulsos chocólatras e lá foi o coelhinho para casa

Veja mais sobre datas religiosas em Moçambique no post As quadras festivas em Moçambique.

Mafalala

Domingo nublado em Maputo, aproveitamos para fazer um passeio a pé pelo bairro da Mafalala. O bairro é um centro de cultura e história de Moçambique e lá viveram personagens importantes do país, como os presidentes Samora Machel e Joaquim Chissano, o jogador de futebol Eusébio, músicos e outros artistas como Wazimbo e Tabasile.

O bairro é historicamente o ponto de convergência dos moçambicanos que vêm das províncias para a capital. Por isso, é uma mistura das diferentes culturas dos mais diversos povos do país. É um lugar colorido, que transpira cultura e diversidade, de forma tranquila e harmônica.

Mas não foi sempre assim. Na época da colônia (devo ressaltar que isso não tem 40 anos), os moçambicanos não podiam transitar livremente. Viviam confinados na Mafalala e para ir a outros pontos da então Lourenço Marques (hoje Maputo), tinham que ter autorização. “Só podiam sair os que tinham a autorização para o trabalho”, explica o guia Samuel.

Sim, o passeio é acompanhado por guias. No nosso caso foram o Samuel e a Lourdes. O bairro é muito grande. Hoje tem mais de 21 mil habitantes — vale observar que cerca de 45% estão desempregados. As ruas são estreitas e labirínticas. Sozinhos nos perderíamos e não conseguiríamos encontrar os pontos importantes, uma vez que não estão identificados.

E os guias são relevantes, porque eles é que nos nos dão a história do lugar. Não basta ver, tem que se saber o que se passou por lá. Por essas ruas labirínticas, por exemplo, quando o dia começava a escurecer passavam cavalos treinados e, em cima deles, homens da polícia da colônia com correntes de ferro nas mãos iam jogando as correntes de um lado para outro, para atingir quem estivesse no caminho. Era o delicado toque de recolher do colonizador.

Lá não se podia manifestar religião ou cultura que não fosse a assimilada pelos católicos portugueses. Então, mesquitas eram camufladas como casas comuns. A Massjid Baraza era uma delas. Existia desde 1928, mas só após a independência pôde receber as inscrições no exterior que a identificam. Hoje o bairro tem mais quatro mesquitas e uma Igreja Mundial do Poder de Deus.

Também nos contaram que no bairro da Mafalala começaram as primeiras conversas sobre a independência e formação da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique).

Esta casa era ponto de encontro dos revolucionários que discutiam a independência de Moçambique

E por falar em conversa, uma herança do colonizador por lá é a língua portuguesa. Por receber pessoas de diversas etnias de Moçambique, o português acaba por ser a língua de ligação entre os vizinhos na Mafalala.

Essa diversidade étnica do local nos permitiu conhecer, por exemplo, a dança tufo, que vem das províncias de Nampula e Cabo Delgado, no extremo norte do país. O tour acabou com uma bonita apresentação das mulheres de Nampula. Pelo que li no site Moçambique Tradicional, a dança foi introduzida no país por meio da presença do Sultanato de Angoche, que fazia comércio de especiarias e escravos por essa rota. É resultado da fusão cultural entre árabes e os povos moçambicanos kotis e macua. A dança Tufo é dançada apenas por mulheres, bem trajadas, de forma muito tradicional, acompanhadas por percussionistas. O rosto coberto por Mussiro (massa branca e espessa, resultante do friccionamento do caule da árvore Muciro em pedra). As letras retratam a vida cotidiana e a beleza do lugar onde vivem.

Na visita, vimos também a dança da mesma origem conhecida como dança da corda, uma dança de lazer que tradicionalmente é praticada pelas jovens, para demonstrar sua agilidade e talento corporal, enquanto são apreciadas por seus pretendentes. Faz parte do rito de iniciação das mulheres.

Veja abaixo dois pequenos vídeos que fiz na Mafalala, durante a apresentação cultural.

Veja a localização da Mafalala na Wikimapia.

E leia mais no Moçambique para Todos.

Visite também o site da empresa Mapiko Tours, que organiza a visita à Mafalala. Apesar do site indicar o preço de US$ 35, pagamos US$ 22,50. Taí, uma vez mulungo tinha que se dar bem! rsrsrs.

A catedral da Sé

Domingo de Carnaval, fomos conhecer a catedral da igreja católica de Maputo, que fica na rua da Sé, ao lado do Hotel Pestana Rovuma. Por coincidência, chegamos na hora da missa. Interessante a combinação da missa católica ao som de músicas e batuques africanos.

As quadras festivas em Moçambique

Faz dias eu queria ter publicado um post sobre como seria o dia 25 de dezembro aqui, data em que se comemora o Natal em muitos países e em todas as casas cristãs. Mas os dias iam passando e eu não conseguia saber como seria. Cada pessoa falava uma coisa e então achei melhor esperar acontecer para contar.

E foi o seguinte: quando foram se aproximando as quadras festivas (forma como chamam o período do fim do ano em Moçambique, assim como em Portugal), os estabelecimentos comerciais, inclusive restaurantes, colocaram avisos para seus clientes de que estariam fechados de tal a tal data. Normalmente, de 20 de dezembro a 17 de janeiro. São férias coletivas, como em muitos países da Europa se usa fazer também. Deve ser herança dos recentes tempos de colonização portuguesa.

A prática não tem necessariamente a ver com a comemoração do Natal, porque mesmo comércios onde os donos não são cristãos fecham no fim do ano. Os estrangeiros (ou pessoas com parentes no exterior) que têm condições, viajam para fora do país. Em Maputo, quem está de férias busca refúgio do calor nas praias. A cidade, a parte “cimento”, como dizem aqui, fica bem mais tranqüila.

Nas ruas, raríssimas alusões ao Natal, como um Pai Natal (o Papai Noel) gigante na frente de uma loja de bebidas e também o boneco de Papai Noel que dança e luzes piscantes na frente do mercado chinês, que nesta época comercializa enfeites e árvores de Natal.

No calendário, 25 de dezembro consta como feriado nacional: dia da Família. Aliás, Moçambique é um Estado laico, o que muitos países europeus pregam mas na prática não fazem, assim como o nosso Brasil, com seus crucifixos em repartições públicas e salas da Justiça. Aqui em Moçambique há liberdade de prática religiosa, mas não há feriados religiosos.

O censo de 2007 feito no país mostra que a religião católica é a que mais crentes tem (23,8%). Resultado da colonização portuguesa. Mas as pessoas sem religião estão quase no primeiro lugar com 23,1%. No entanto, a análise do censo destaca: “É possível que uma parte destas pessoas pratique, de facto, alguma religião não organizada como, por exemplo, crenças animistas”. Em terceiro lugar estão os muçulmanos (17,8%) e, quase ao mesmo nível, os que praticam a religião sião/zione (17,5%). Apesar dos muçulmanos, aos olhos de quem anda pelas ruas, deixarem a impressão de maioria, provavelmente, porque são facilmente identificados pelo uso de roupas típicas.

Esse quadro pode explicar porque o Natal é tão pouco presente em Moçambique. Além disso, há as questões históricas. Os portugueses, católicos, chegaram aqui no final do século XV. Na segunda metade do século XX, em 1964, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) inicia a luta armada contra o poder colonial. Em 1975, Moçambique conquista a independência e é implantado o socialismo no país. As religões passaram a ser mal vistas. Eram tidas como uma forma de enganar e manipular o povo. Nos anos 80 teve início a guerra civil com a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), que durou cerca de 16 anos. No meio dela, em 1986, o presidente Samora Machel morreu em um acidente de avião e seu sucessor, Joaquim Chissano, implantou um governo que abriu as portas para o capitalismo, favorecendo a iniciativa privada e reduzindo a intervenção do Estado. Nessa época vieram para cá muitos comerciantes muçulmanos e as religiões em geral voltaram a ganhar algum espaço.

Assim chegamos ao Natal que temos hoje. E, como o feriado é tido como dia da Família, muitas famílias, independente do que professa sua fé (ou não fé), reúnem-se nesse dia para um almoço ou um momento de confraternização e recuperação das forças para o ano que está por vir.

A passagem de ano também será assunto no Mosanblog, claro, para a semana que vem.

Dia da Independência

Foi ontem, 25 de junho. Comemorou-se em Moçambique os 35 anos que o país deixou de ser colônia de Portugal. É estranho para uma brasileira estar em um país que deixou de ser colônia de Portugal quando eu já era nascida. A independência do Brasil foi algo que estudei na escola, como fato distante, lá do começo de nossa história…

E pensar que Moçambique foi invadido por Portugal dois anos antes o Brasil. Nós, em 1500, eles em 1498. Mais exatamente em 2 de março de 1498, foi quando a armada comandada por Vasco da Gama, completando o contorno da costa africana, aportou nas terras de Moçambique.

Em entrevista a um caderno especial do jornal O País, o ex-presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, lembra do período em que foi primeiro-ministro durante o primeiro governo independente, liderado por Samora Machel: “O nosso país, contrariamente a alguns do continente africano, não teve uma experiência de transição com a participação de um governo colonial. Então, tivemos que descobrir como faziam os colonialistas, mas animava-nos a idéia de que não queríamos, pura e simplesmente, herdar do colonialismo, queriamos criar coisas novas”.

O 25 de junho no palco montado na praça da Independência começou com a chegada da tocha da Chama da Liberdade, que nas últimas semanas percorreu as onze províncias (seriam os estados no Brasil) do país. Então, o presidente Armando Guebuza acendeu a pira ao som de 21 salvas de canhão.

Mesmo tendo sido realizadas apenas 35 festas de independência, já fazem diferença positiva em alguns aspectos: após a recepção da Chama da Liberdade, a abertura do evento teve três orações — uma feita pelo arcebispo, outra pelo sheik mulçumano e a última por um pastor protestante. Acho isso positivo, porque, se tem que colocar religião no meio, que se dê direito à pluralidade. Apesar que vou gostar mesmo do dia que não tiver religião envolvida com Estado…

Depois, claro, teve o desfile militar e o desfile civil, com os estudantes de escolas públicas. Essa parte foi bem parecida com o que vemos todos os anos no 7 de setembro no Brasil. Então, ex-combatentes que lutaram pela independência discursaram no palco. E o mais interessante é que os discursos eram alternados com apresentações culturais típicas de cada província. O presidente Guebuza assistindo a tudo, para discursar no final. Gostei de ver o presidente assistindo às manifestações culturais.

E não foi só ele, estavam lá convidados como os presidentes do Zimbabwe, Robert Mugabe, e de Botswana, Ian Khama, os reis do Lesotho, Letsie III, e da Suazilânidia, Mswati III, além de embaixadores e ministros de negócios estrangeiros de dezenas de países que mantém relações diplomáticas com Moçambique.

Após uma tarde de descanso, o dia acabou aqui na frente de casa, no salão de festas da Presidência…

atrás do muro branco, o salão de festas da presidência

Muro do salão de festas da casa do Presidente de Moçambique, visto da janela da sala de nossa casa