Praia do Bilene

No último fim de semana do Guilherme conosco em Maputo, deixamos que ele escolhesse o passeio que queria fazer. Ele, que adora o mar, escolheu conhecer a praia do Bilene. Era o fim do mês de julho, alto inverno, e eu logo vi que não ia dar praia… mas o entendimento adolescente do mundo é diferente do nosso e na cabeça dele praia era sinônimo de sol e calor. E como o aprendizado adolescente também é diferente, se não fôssemos, ele ia continuar pensando assim. Tem que ver para crer.

Também queríamos conhecer Bilene, praia tão falada por aqui. Vestimos agasalhos e partimos no sábado de manhã, pela Estrada Nacional número 1 (EN1), rumo ao norte. Até o Otto participou…

Passamos o limite da província de Maputo com a província de Gaza e seguimos na mesma estrada até a cidade de Macia, onde pegamos uma pequena estrada à direita, a qual percorremos por mais 30 quilômetros rumo ao Índico.

Esses cerca de 200 quilômetros são percorridos em estrada asfaltada, não duplicada, mas bem boa. No fim da estrada, após duas horas de viagem, a vila Bilene. A famosa praia fica em uma enorme lagoa de água salgada, a lagoa Uembje, que tem 27 quilômetros de extensão e é separada do Oceano Índico por uma estreita faixa de dunas.

Não deu praia. Mas o visual valeu tudo. Por causa da ventania forte típica da proximidade do mês de agosto por aqui, não ficamos muito na praia, mas almoçamos em um restaurante à beira mar e curtimos a bonita vista da enorme lagoa.

Nesse dia entendemos porque no verão tanta gente vai à praia do Bilene: facílimo acesso, água calma e visual maravilhoso, típico dos melhores pontos turísticos praianos do mundo.

praia do Bilene em julho de 2011

Mais sobre a praia do Bilene no blog Crónicas de Maputo, na Wikipedia e no portal do governo da província de Gaza.

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Tão perto, tão diferente

Sempre que vamos à baixa da cidade, vemos, do outro lado da baía de Maputo, o Catembe. É um município praticamente rural, que fica isolado pela baía e por florestas. Movidos pela curiosidade de pisar no Catembe e ver Maputo a partir do outro lado, resolvemos ir até lá para almoçar no domingo.

A forma mais prática e rápida é pegar a balsa (batelão, como chamam aqui) na avenida 10 de novembro. Quando estávamos quase entrando na balsa, o Eduardo lembrou de perguntar se do outro lado íamos encontrar máquinas para sacar dinheiro, porque estávamos sem. Tínhamos apenas o suficiente para a balsa ida e volta. Fomos alertados que não havia. Então, voltamos correndo para pegar algum dinheiro para o almoço e entramos na balsa.

Nos pouco mais de 10 minutos que durou a travessia da baía fui pensando no que ia encontrar… um lugar onde não se tem máquina para levantar dinheiro? Soou estranho, especialmente considerando a curtíssima distância de Maputo. Quando cheguei lá entendi. É rural, rural mesmo. As construções são quase todas de caniço (palhotas), havendo poucas casas de tijolo, que estão especialmente na beira da praia. Algumas dessas construções tem arquitetura antiga, indicando que podem ter sido casa de veraneio na época da colônia. Não tem asfalto nas vias e mal tem vias. Identificamos duas.

Cidade de Catembe

Ao sair da balsa, entramos na segunda via à esquerda e andamos um pouco no chão batido de terra. Logo depois de um posto policial, que fica à esquerda, vimos uma placa para o restaurante do Diogo. Eu havia lido referências ao restaurante na internet e, como já tínhamos ido um pouco adiante e não tínhamos encontrado muito sinal de grandes opções e nosso carro não é dado a aventuras do estilo 4×4, resolvemos ficar por ali mesmo.

Entramos à esquerda na rua, ao lado do quiosque Mabuye e em frente a um posto de gasolina que me pareceu desativado, mas pode ter sido só impressão por ser domingo. Paramos o carro ao lado do restaurante e fomos andar um pouco na praia. Entrar na água, nem pensar, porque estava gelada. Sim, o inverno chegou por aqui.

O passeio na areia foi marcado pela tristeza da sujeira. Todo tipo de lixo (até tubo de pasta de dente) jogado na areia. Muito desagradável. Mas quando erguíamos a cabeça, a vista de Maputo e da baía era reconfortante.

barcos pesqueiros com Maputo ao fundo

De volta da caminhada, paramos no restaurante para almoçar. Naquele momento, apenas curtimos a boa comida e o local muito agradável, com mesas ao ar livre e uma linda vista de Maputo.

vista do restaurante do Diogo para Maputo

Só quando fui escrever este texto e fiz alguma pesquisa na internet, descobri que o tal restaurante tem fama e história. Pelo que li em matéria do jornal Notícias, cujo link pode ser encontrado logo abaixo, o local é bastante freqüentado por residentes de Maputo e diz-se que lá são encontrados os melhores camarões da região. De fato, Guilherme e Eduardo comeram e se deram bem. Eu, por conta da alergia, fiquei no frango e também saí feliz.

Não encontramos Diogo, o dono do local, mas fomos bastante bem atendidos pelos empregados que lá estavam. No final, pedimos a conta e, por curiosidade, perguntei: aceita cartão de crédito ou débito? Não, nenhum. Como também não vi máquinas de sacar dinheiro pela cidade, ainda bem que tínhamos feito a pergunta antes, em Maputo. Ou passaríamos a tarde lavando pratos e descascando camarões para pagar…

Esplanada com mesas no restaurante do Diogo

O ponto A no balão vermelho indica o restaurante do Diogo

Serviço:
O quê? Restaurante do Diogo.
Quando? Todos os dias, das 7h às 21h.
Quanto? Sandes (sanduíche) de fiambre (presunto): MT 30,00 (R$ 1,50); meio frango na brasa com batata, salada e arroz: MT 240,00 (R$ 12,00); prato com uma dúzia de camarão com batata, salada e arroz: MT 100,00 – camarão pequeno, MT 150,00 – camarão médio ou MT 180,00 – camarão grande (R$ 5,00, R$ 7,50 e R$ 9,00, respectivamente); 1 dose (porção) de lulas: MT 150,00 (R$ 7,50); dose extra de batata, salada ou arroz: MT 25,00 (R$ 1,25); refresco (refrigerante): MT 20,00 (R$ 1,00); cerveja: MT 50,00 (R$ 2,50); vinho Casal Garcia: MT 350,00 (R$ 17,50).
Onde? No Catembe, é só perguntar pelo restaurante do Diogo ou seguir as indicações que coloquei no texto.
Telefones: 82-390-8400 ou 82-585-3257.

Mapa do Catembe e Baía de Maputo

Balsa
Saída de Maputo sempre na hora cheia, saída do Catembe na meia-hora (pelo menos aos domingos, durante a semana parece que tem mais freqüência).
Das 6h às 22h todos os dias é garantido. Parece que tem algumas saídas mais tarde também.
Veículo ligeiro com motorista custa MT 360,00 (R$ 18,00)
Pessoa extra no carro ou a pé paga MT 5,00 (R$ 0,25), o mesmo que um transporte coletivo na cidade de Maputo.

Leia aqui a matéria do jornal Notícias sobre o Diogo do Restaurante.

Veja também o post Uma aventura no Catembe, do blog Crónicas de Maputo, de João Nogueira.

Indico ainda a leitura de textos interessantes sobre o Catembe no Viajar Moçambique.

Macaneta outra vez

Como já contei aqui, semana passada teve feriado em Moçambique. E nós aproveitamos para voltar à praia da Macaneta.

Fomos em um grupo maior e, como já conhecíamos o lugar e o amigo Pedro já tinha voltado lá algumas vezes, nesta visita pudemos curtir ainda mais. Almoçamos no restaurante do Tan’n Biki e aproveitamos a piscina de lá.

Depois do almoço ainda tomamos café e comemos sobremesa no bar de um outro empreendimento turístico da região, o Macaneta Resort.

E o dia todo tivemos a companhia de um novo amigo.

Cão amigo da Macaneta

Depois de nos seguir o dia todo, ajeitou um lugar para descansar no fim da tarde

Desde que chegamos à praia, ele esteve o dia todo conosco. Pensamos até em trazê-lo para Maputo… Mas vimos que ele tinha dono, apesar de não ter identificação nenhuma, porque estava bem tratado e alimentado. Depois percebemos que talvez seja do próprio restaurante do Tan’n Biki, porque há outros cães lá e todos se conheciam. Ainda não foi dessa vez que o Otto ganhou um irmãozinho…

Domingo na Costa do Sol

Depois de vários dias de chuva, o domingo acordou seco e ensolarado. Fomos à praia, aqui pertinho, na Costa do Sol, distante de casa não mais que dez minutos.

Eduardo e Guilherme aproveitaram a água quente do Oceano Índico, enquanto eu curtia a brisa do mar debaixo da sombra de uma árvore frondosa e fazia alguns registros fotográficos.

Guilherme e Eduardo Costa do Sol 16 jan 2010

Tranqüilidade

Baía de Maputo

Tarde de dezembro na baía de Maputo

Published in: on 22/12/2010 at 22:39  Comments (3)  
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Domingo na Inhaca

É isso mesmo, passamos o domingo na Inhaca. Mas, diferente do que podem pensar os brasileiros, para os quais inhaca tem a conotação de coisa ruim, mal cheirosa, o domingo foi maravilhoso.

A ilha de Inhaca fica na entrada da baía de Maputo.

Mapa da baía de Maputo, com trajeto Maputo -  Inhaca

Pedro, o amigo das aventuras marítimas e tantas outras, nos pegou em casa às 7h10. No cais da baía de Maputo entramos no barco que sai 7h30. E sai na hora marcada. O passeio já começa legal, com a possibilidade de apreciarmos Maputo de fora.

Sandra no barco, com Maputo ao fundo

Duas horas depois, desembarcamos na ilha de Inhaca, um lugar paradisíaco.

Ilha de Inhaca

Mas o desembarque tinha que ter uma surpresa, para nos fazer lembrar que não, não é o paraíso. Antes de chegar ao cais, o barco parou. Então, um barquinho pequeno se aproximou para que as pessoas começassem a descer. Nos explicaram que era porque a maré estava muito baixa. Realmente, olhamos para o cais e vimos que na ponta onde o barco deveria atracar era possível ver a areia no chão. Conclusão, pulamos (literalmente) no barquinho e lá fomos. Só que aí surgiu um problema pessoal para mim. Sei que vou ser repetitiva, mas lá vou eu de novo contar que não gosto do mar porque ele vem com a areia. Então, quando estamos molhados e pisamos na areia, viramos bifes à milanesa (ou bife panado como se diz por aqui), o que me deixa em total desconforto, aflição, horror, pânico. Logo, quando vou à praia, não entro na água. Mas não tinha outro jeito. Para sair do barquinho, era preciso colocar os pés dentro da água. Bem rasinho, mas não importa. Molhado. Conclusão, antes das 10 horas da manhã eu já era um bife panado. Mas aí lembrei do dito popular: “quem está na chuva é para se molhar”. Então, já que o estrago estava feito, acabei entrando na água de novo ao longo do dia.

Ah, vale lembrar que o barquinho que nos levou até a beira da praia foi pago. MT 15,00 (R$ 0,70) por pessoa. É o valor de uma passagem de chapa (van) na cidade. Não destaco o pagamento pelo valor, mas pela estranheza da situação. Compramos a passagem de barco Maputo-Inhaca. Aí, antes de chegar no cais, o barco pára no meio do oceano e as opções são: ficar no barco até 15h para voltar à Maputo; pular na água ainda um pouco funda e sair nadando; pular no barco que cobra para terminar a viagem.

Praia da ilha de InhacaBem, depois de chegar em terra firme, paramos em um barzinho à beira da praia para beber alguma coisa e pensar no que fazer naquele dia de céu aberto e calor não insuportável, com brisa suave e oceano Índico azul esverdeado à nossa frente.

Por fim, decidimos nos juntar a um grupo que veio no barco conosco e pegamos um outro barco para a ilha dos Portugueses, que fica logo em frente e é uma reserva ecológica. Trajeto de menos de 10 minutos.

Aí sim desembarcamos no paraíso.

Praia na ilha dos Portugueses

Praia da ilha dos Portugueses

Mar na ilha dos Portugueses

Depois de curtir o mar até cansar e nos prometermos voltar lá muitas vezes ainda, torcendo sempre para que o lugar continue uma reserva, sem construções, sem sinais do que chamam civilização, voltamos para a ilha de Inhaca onde a maré já estava alta, com água já nos primeiros degraus do cais.

No entanto, o barco que leva até Maputo continuou não chegando até lá. Lá fomos nós até ele no barquinho menor. Duas horas depois estávamos de volta a Maputo, com o dia ganho.

Se você gostou e quer fazer o passeio, é importante saber os valores:

– barco Maputo – Inhaca: MT 200,00 (R$ 9,50)
– barco que leva do barco maior até a praia da ilha de Inhaca: MT 15,00 (R$ 0,70)
– ao chegar na ilha de Inhaca, MT 200,00 por pessoa. Taxa de turismo.
– ida e volta de Inhaca para a ilha dos Portugueses: MT 180,00 (R$ 8,50) por pessoa para a travessia
– barco Inhaca – Maputo MT 150,00 (R$ 7,15)

Lembre também que na ilha dos Portugueses não há nenhum tipo de comércio, portanto é bom levar ao menos água potável. Na ilha de Inhaca há algum pequeno comércio de alimentos e artesanato logo perto do cais, além do hotel Pestana.

Passeio na praia

Distante menos de uma hora de Maputo, fica a praia de Macaneta. Quase deserta, em uma península à qual o melhor acesso é feito de balsa, a partir de Marracuene. Estivemos lá com os amigos Pedro e Jorge, que levou o filho.

trajeto de Maputo para Macaneta

Trajeto de Maputo para Macaneta: no ponto A, Maputo, no ponto B, a balsa. O caminho em linha preta é o que se faz depois da passagem da balsa, em estrada de terra

imagem de satélite da praia de Macaneta

Imagem de satélite da praia de Macaneta

Com o calor moçambicano que tem feito nos últimos dias, o passeio foi super providencial. Eu não entrei no mar, porque como os leitores mais atentos já sabem, não levo jeito para ser bife empanado. Mas Eduardo entrou e curtiu muito.

Como saímos tarde, no sábado que era feriado aqui (25 de setembro é dia das Forças Armadas de Libertação Nacional), pegamos um tremendo congestionamento no caminho. Bem que o Jorge avisou que deveríamos sair até 8h30. Mas, preguiçosos, quisemos sair às 10h. Assim, o trajeto até a balsa levou quase uma hora e meia. A fila na balsa, apesar de pequena, nos tomou mais quase meia hora. Chegamos na praia propriamente por volta de meio-dia. Exploramos um pouco a região, vimos os muitos terrenos ainda sem construção e também os já explorados, como o simpático Tan’n Biki (acampamento e chalés, com um restaurante e piscinas), freqüentado principalmente por sulafricanos.

Um banho de mar para os rapazes, apreciação da natureza para a garota aqui e, às 15h, já pegamos o caminho de volta. Dessa vez ouvimos o conselho do Jorge, que disse que depois das 15h30 teria muita fila na balsa. Atravessamos e fomos comer em Marracuene.

Abaixo, algumas fotos do passeio.

Pedro, Eduardo e o filho do Jorge, na balsa para Macaneta

Pedro, Eduardo e o filho do Jorge, na balsa para Macaneta


Jorge no carro durante cruzamento de balsa

Jorge no carro durante cruzamento de balsa

Praia de Macaneta 25 de setembro de 201

Eu apreciando o meu pedaço...

Eduardo e Pedro no mar de Macaneta

... os rapazes curtindo o deles

Praia em casa

Já comentei aqui que, apesar de não gostar de entrar no mar, tenho gostado muito de admirá-lo em Moçambique. E agora posso apreciar um pedacinho dele dentro da minha casa.

Não, não mudamos para um lugar de frente para o mar. Mas o amigo-chefe-parceiro Gabriel Júnior esteve na província de Nampula na semana passada e trouxe uma linda lembrança de Nacala, região onde ficam algumas das mais lindas praias de Moçambique.

artesanato com conchas, de Nacala

Published in: on 22/09/2010 at 09:39  Comments (2)  
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Otto foi à praia

Ontem, domingo, pela primeira vez, Otto (nosso cão) foi à praia. Aqui mesmo, em Maputo. Colocou suas patinhas nas geladas (estamos no inverno) águas do Índico.

Nada aconteceu como eu imaginava. Ele não fugiu quando as ondas se aproximaram. Está certo que eram ondinhas, mas eram seres que se moviam e ele foge até de papel que voa com o vento na rua! Com as ondas não, continuou a andar, como se nada houvesse. Ele não bebeu da água salgada, nada além daquilo que pulou para dentro da boca dele. No entanto, ele assustou com a areia que entrava pelas narinas cada vez que ele punha em ação o seu aspirador de pó natural, para cheirar toos os milímetros daquele mundo novo. E eu, boba, nem tinha pensado nisso!

Mas foi tudo muito divertido. Ver as patinhas daquele cão do cerrado brasileiro afundando na areia grossa, ele, tão pequenino, se esforçando para andar, seu corpo na água do Índico… foi muito divertido. Vejam um pouco nas fotos que fizemos lá:

Otto andando na areia

Eduardo com Otto na água

Eduardo com Otto na água

Otto com Sandra na praia

Otto com Sandra na praia

Estamos aqui há mais de quatro meses, mas a visita demorou tanto porque eu tenho aversão à praia. Aquela areia me dá a sensação de que sou um bife à milaneza… toda areia do planeta entrando em meus poros… o cheiro da água salgada… não consigo. E como eu fico muito tempo sem fazer essa visita aos oceanos, acabo até me esquecendo como é. Sei que não gosto, mas guardo a idéia de que vai ser suportável. Quando chego lá, ao primeiro pisar na areia, já me arrependo e tenho vontade de ir embora. Há duas semanas foi assim. Tentei, mas a visita não durou sete minutos. Ontem ficamos um pouco mais, pelo Otto. O que a gente não faz por essas criaturas que nos roubam o coração?

Até tu, Brutus?

Quem me conhece sabe que nunca fui amiga de praia. Sempre troquei um passeio no mar por qualquer outro. Mas agora, morando em Maputo, me pego todos os dias apreciando essa calma maravilhosa que vem do mar.

praia em Maputo

Um dia que eu fico sem essa visão, já sinto falta.

Mar Maputopraia na verticalNavio

Quem te viu, quem te vê…

Published in: on 27/06/2010 at 15:54  Comments (6)  
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