Cervejas de Moçambique

Já faz um tempo que eu tenho pensado em escrever um post sobre as cervejas moçambicanas. Agora, um evento publicitário desta semana me faz trazer o assunto imediatamente. Primeiro devo explicar que Moçambique tem duas marcas de cerveja produzidas comercialmente em larga escala. Ambas pela empresa Cervejas de Moçambique.

Uma delas é a Laurentina, de sabor quase nostálgico, graças a este nome que homenageia a antiga capital de Moçambique no tempo colonial, Lourenço Marques. Produzida desde 1932, ela tem recentemente a Laurentina Premium, que recebeu, em 2009, a medalha Grande Ouro no concurso internacional de qualidade Monde Selection, realizado na Bélgica. Em 2008, a Laurentina Preta já tinha obtido a medalha de ouro do mesmo instituto europeu, que realiza anualmente concurso de qualidade de produtos do mundo inteiro.

Garrafa 2MA outra marca é a 2M, nome em homenagem ao conde de Mac-Mahon que, quando presidente de França, em 1875, decidiu a favor de Portugal numa disputa com a Grã-Bretanha relativa à posse da região sul de Moçambique. Eu, particularmente, gosto mais da 2M. O que não significa nada, porque não sou nem de longe uma grande cervejeira.

O curioso é as duas manterem nomes do tempo da colônia (literalmente), quando quase todas as nomenclaturas do país foram alteradas. A começar pelo próprio nome da capital, Lourenço Marques, que inspirou a Laurentina e hoje chama-se Maputo.

Essa é a história que eu vinha guardando para contar dia desses. Mas eis que o pessoal da publicidade da Laurentina Preta me saiu com uma essa semana… que não dá para deixar passar.

Publicidade Laurentina preta

A propaganda está, em forma de outdoor, em diversos pontos da cidade. Propaganda apelativa assim e de mau gosto não costuma ser comum por aqui. A publicidade moçambicana é fraca, mas tem lá sua ética…

E isso acontece justamente durante os Jogos Africanos, quando visitantes de toda a África estão no país. A Liga dos Direitos Humanos e o Fórum Mulher logo se posicionaram contra, pedindo a imediata retirada dos anúncios em todos os espaços públicos.

Em matéria no jornal Fala Moçambique da TV Miramar, nesta terça-feira, ouviram o povo nas ruas e um garotinho de uns dez anos falou sobre o que achava do outdoor: “acho que se uma mulher sair assim na rua, as pessoas não vão gostar”.

Em entrevista coletiva, o representante da empresa ainda piorou as coisas. Explicou que a publicidade usa a palavra preta porque é como a cerveja é conhecida e “ficou de boa para melhor” porque o novo formato da garrafa é “melhor de pegar”.

Sabe aqueles momentos que é melhor não tentar explicar, porque só vai te complicar? Esse é um deles, Laurentina…

Veja mais sobre a repercussão negativa da publicidade, no blog Moçambique para todos.

P.S.: No dia seguinte à publicação desse texto, li a notícia da Rádio Moçambique de que a empresa decidiu retirar todo o material da campanha do ar. Veja aqui.

A baixa

A baixa de Maputo vista da parte alta da cidade.

a baixa vista de cima

Published in: on 26/08/2011 at 08:50  Comments (8)  
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De deixar doido

Eu tenho consciência que, às vezes, acompanhar o Mosanblog é coisa de doido. Em um dia a foto de um belo calçadão florido à beira do Índico, no outro um post (ainda bem, sem foto) sobre o péssimo hábito que se tem por aqui de urinar e defecar nas ruas. Afinal, é bom ou é ruim?

É assim. Simplesmente. Por isso vale ter um blog para contar como é viver aqui. Por isso vale existirem tantos blogs sobre o tema e cada um deles tem seu valor, porque cada pessoa vê a realidade de um ângulo e cada blog tem seu matiz.

Afinal, Maputo (e a África) é assim: um lugar de contrastes.

Contrastes que aqui nos encaram todo o tempo. Todos os dias tem gente chegando e gente se despedindo. Em todas as conversas, tem gente amando e gente odiando. Sempre estamos ensinando e também aprendendo.

Eu acho que a vida, em geral, é uma troca. Mas na África ela tem me parecido mais intensa, mais imensa.

A pessoa não tem água encanada em casa, mas fala ao celular com a família que está em outra província. No calor faz 40 graus, no inverno são 7. Os prédios têm 15 andares, mas não têm elevador. Há anos. Maputo se divide na cidade cimento (onde há asfalto e casas de tijolo) e cidade caniço (sem asfalto e com casas de palha). No farol, os carros mais modernos e cobiçados pelas camadas mais ricas de todo o mundo ficam ao lado de velhos chapas já sem janelas nem a porta traseira. O Índico é agitado, movimentado, mas, para nós, acaba na calmíssima baía de Maputo. E todos os dias a gente acorda e vive isso tudo.

Lobby do hotel Southern Sun

Lobby do hotel Southern Sun

Praça da Paz

Praça da Paz

Simplesmente bonito

Na baixa da cidade de Maputo, na avenida Samora Machel, 202, no simples e bonito prédio São Jorge, fica a Empresa Estatal de Farmácias — E.E. – FARMAC.

fachada da Empresa Estatal de Farmácia

Jogos Africanos

cojito

Cojito

Nos últimos dias estive envolvida com a formação de voluntários para os X Jogos Africanos, que vão acontecer nas províncias de Maputo e Gaza, de 3 a 18 de setembro próximo. Participam dos jogos 48 países do continente africano, na disputa de 24 modalidades esportivas. O evento promete movimentar o sul do país. O Cojito, mascote dos Jogos, já pode desde agora ser visto em cartazes, outdoors e banners espalhados pela cidade.

Para receber os jogos, seis mil voluntários estão sendo preparados e a formação deles em diversas áreas, como protocolo, bem servir, emergência em saúde e outros foi feita pela empresa AR Broadcasting, que me contratou para o curso na área de comunicação (como se comunicar com os diferentes públicos que estarão presentes, comunicar bem para servir bem, o papel do voluntário, a importância da comunicação correta, que tipo de informação é necessária em um evento como esse, etc.)

Foi uma experiência muito boa. O contato com seis mil pessoas que trabalharão como voluntárias no evento, de variadas faixas etárias, com diferentes experiências de vida, que chegaram a este trabalho por diversas formas, foi muito enriquecedor. No final do curso eu sempre abria espaço para ouvir os participantes e nessa hora todos ganhávamos.

Aprendi muito com os voluntários, tive contato com gente que está realmente interessada em ajudar seu país a fazer o melhor evento e mostrar que é capaz. Tenho certeza que o sucesso dos jogos vai contribuir para que essas pessoas percebam que são capazes de ir além e fazer muito por seu país.

Espero que essa disposição contamine aqueles que estão próximos dos voluntários e que se inicie então um clico virtuoso de auto-estima, que o moçambicano precisa tanto.

Boa sorte e bom trabalho a todos os envolvidos nos X Jogos Africanos!

Uma das turmas de voluntários

Uma das turmas de voluntários

Tão perto, tão diferente

Sempre que vamos à baixa da cidade, vemos, do outro lado da baía de Maputo, o Catembe. É um município praticamente rural, que fica isolado pela baía e por florestas. Movidos pela curiosidade de pisar no Catembe e ver Maputo a partir do outro lado, resolvemos ir até lá para almoçar no domingo.

A forma mais prática e rápida é pegar a balsa (batelão, como chamam aqui) na avenida 10 de novembro. Quando estávamos quase entrando na balsa, o Eduardo lembrou de perguntar se do outro lado íamos encontrar máquinas para sacar dinheiro, porque estávamos sem. Tínhamos apenas o suficiente para a balsa ida e volta. Fomos alertados que não havia. Então, voltamos correndo para pegar algum dinheiro para o almoço e entramos na balsa.

Nos pouco mais de 10 minutos que durou a travessia da baía fui pensando no que ia encontrar… um lugar onde não se tem máquina para levantar dinheiro? Soou estranho, especialmente considerando a curtíssima distância de Maputo. Quando cheguei lá entendi. É rural, rural mesmo. As construções são quase todas de caniço (palhotas), havendo poucas casas de tijolo, que estão especialmente na beira da praia. Algumas dessas construções tem arquitetura antiga, indicando que podem ter sido casa de veraneio na época da colônia. Não tem asfalto nas vias e mal tem vias. Identificamos duas.

Cidade de Catembe

Ao sair da balsa, entramos na segunda via à esquerda e andamos um pouco no chão batido de terra. Logo depois de um posto policial, que fica à esquerda, vimos uma placa para o restaurante do Diogo. Eu havia lido referências ao restaurante na internet e, como já tínhamos ido um pouco adiante e não tínhamos encontrado muito sinal de grandes opções e nosso carro não é dado a aventuras do estilo 4×4, resolvemos ficar por ali mesmo.

Entramos à esquerda na rua, ao lado do quiosque Mabuye e em frente a um posto de gasolina que me pareceu desativado, mas pode ter sido só impressão por ser domingo. Paramos o carro ao lado do restaurante e fomos andar um pouco na praia. Entrar na água, nem pensar, porque estava gelada. Sim, o inverno chegou por aqui.

O passeio na areia foi marcado pela tristeza da sujeira. Todo tipo de lixo (até tubo de pasta de dente) jogado na areia. Muito desagradável. Mas quando erguíamos a cabeça, a vista de Maputo e da baía era reconfortante.

barcos pesqueiros com Maputo ao fundo

De volta da caminhada, paramos no restaurante para almoçar. Naquele momento, apenas curtimos a boa comida e o local muito agradável, com mesas ao ar livre e uma linda vista de Maputo.

vista do restaurante do Diogo para Maputo

Só quando fui escrever este texto e fiz alguma pesquisa na internet, descobri que o tal restaurante tem fama e história. Pelo que li em matéria do jornal Notícias, cujo link pode ser encontrado logo abaixo, o local é bastante freqüentado por residentes de Maputo e diz-se que lá são encontrados os melhores camarões da região. De fato, Guilherme e Eduardo comeram e se deram bem. Eu, por conta da alergia, fiquei no frango e também saí feliz.

Não encontramos Diogo, o dono do local, mas fomos bastante bem atendidos pelos empregados que lá estavam. No final, pedimos a conta e, por curiosidade, perguntei: aceita cartão de crédito ou débito? Não, nenhum. Como também não vi máquinas de sacar dinheiro pela cidade, ainda bem que tínhamos feito a pergunta antes, em Maputo. Ou passaríamos a tarde lavando pratos e descascando camarões para pagar…

Esplanada com mesas no restaurante do Diogo

O ponto A no balão vermelho indica o restaurante do Diogo

Serviço:
O quê? Restaurante do Diogo.
Quando? Todos os dias, das 7h às 21h.
Quanto? Sandes (sanduíche) de fiambre (presunto): MT 30,00 (R$ 1,50); meio frango na brasa com batata, salada e arroz: MT 240,00 (R$ 12,00); prato com uma dúzia de camarão com batata, salada e arroz: MT 100,00 – camarão pequeno, MT 150,00 – camarão médio ou MT 180,00 – camarão grande (R$ 5,00, R$ 7,50 e R$ 9,00, respectivamente); 1 dose (porção) de lulas: MT 150,00 (R$ 7,50); dose extra de batata, salada ou arroz: MT 25,00 (R$ 1,25); refresco (refrigerante): MT 20,00 (R$ 1,00); cerveja: MT 50,00 (R$ 2,50); vinho Casal Garcia: MT 350,00 (R$ 17,50).
Onde? No Catembe, é só perguntar pelo restaurante do Diogo ou seguir as indicações que coloquei no texto.
Telefones: 82-390-8400 ou 82-585-3257.

Mapa do Catembe e Baía de Maputo

Balsa
Saída de Maputo sempre na hora cheia, saída do Catembe na meia-hora (pelo menos aos domingos, durante a semana parece que tem mais freqüência).
Das 6h às 22h todos os dias é garantido. Parece que tem algumas saídas mais tarde também.
Veículo ligeiro com motorista custa MT 360,00 (R$ 18,00)
Pessoa extra no carro ou a pé paga MT 5,00 (R$ 0,25), o mesmo que um transporte coletivo na cidade de Maputo.

Leia aqui a matéria do jornal Notícias sobre o Diogo do Restaurante.

Veja também o post Uma aventura no Catembe, do blog Crónicas de Maputo, de João Nogueira.

Indico ainda a leitura de textos interessantes sobre o Catembe no Viajar Moçambique.

Matriarcal e machista?

Falei ontem das letras e clipes de mau gosto do cantor Ziqo e de como ele é admirado pela juventude moçambicana. Seu vídeo clipe é mais um entre tantos exemplos da “coisificação” da mulher, as garotas que participam, provavelmente, nem percebem o que estão a significar e muitas que assistem devem admirá-las.

Escrevi e fiquei pensando o quanto as pessoas aqui em Maputo são machistas. A questão da violência doméstica contra a mulher, da obrigação de parir, cuidar dos filhos, trabalhar para trazer dinheiro para casa e ainda cuidar da casa, a famosa jornada dupla onde maridos que dividem as tarefas de casa são vistos como fracos. (No Brasil, pelo menos, já estamos no estágio em que eles até se vangloriam de dizer que “ajudam” a mulher. Como se houvesse uma obrigação dela cuidar da casa. Mas o machismo do Brasil é assunto para outro blog. Aqui, falamos de Moçambique.)

Enfim, pensando em tudo isso, me vi espantada com a contradição, porque sempre eu ouvia falar da importância das culturas matriarcais em Moçambique. Então, espera aí: uma cultura de matriarcado permitiria desvalorização tão grande das mulheres?

Antes de continuar, já logo aviso que não sou especialista nas questões de gênero, nem tão pouco em sociologia, mas analiso o mundo à minha volta, penso e chego a conclusões. Quero apenas dividir meus pensamentos e encontrar novas opiniões. Então, não esperem ler aqui nenhuma tese de mestrado, mas apenas minha opinião a respeito do que encontro no meu caminho.

Voltando à minha reflexão, resolvi pesquisar um pouco para entender onde foi que se perdeu essa cultura de matriarcado. Afinal, não é nada parecido com isso que eu vejo aqui em Maputo. Eis que, mais uma vez, me deparo com o horror da colonização. No post Povos x nações observei que as fronteiras como estão determinadas hoje fazem com que em um mesmo espaço geográfico, determinado por guerras e acordos da humanidade, haja mais de um povo, assim como há povos divididos em mais de uma nação.

A África teve reinos e cidades-estados com registro histórico há mais de cinco mil anos. No entanto, os donos do mundo do momento (Bélgica, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Portugal e Espanha), no século passado, acharam que podiam (e podiam, tanto que assim o fizeram) dividir o mundo e as pessoas que nele habitam de acordo com seus interesses. Tribos, reinos e países foram divididos ou anexados para contemplar interesses comerciais dessas ditas potências.

Moçambique fez parte disso e hoje é uma colcha de retalhos de culturas. Em texto de Ana Luísa Teixeira sobre a construção sociocultural de ‘gênero’ e ‘raça’ em Moçambique, é possível aprender que as províncias do norte, com predomínio do grupo étnico Macua, e do centro de Moçambique (Tete, Zambézia, Sofala e Manica) são essencialmente matrilineares. Segundo ela, o matriarcado determina que os casais coabitem no terreno herdado pela mulher, e que as crianças mantenham o nome do clã materno. Contrastivamente, nas províncias do sul – Gaza, Inhambane e Maputo – a organização familiar de patriarcado é dominante, fazendo-se a sucessão por linha paterna.

Isso explica minha confusão. Eu tinha aprendido que Moçambique tinha tradição de cultura matriarcal. No entanto, isso representa verdade para uma parte do país. E Maputo não está nessa parte. Está no sul, onde a cultura é oposta.

Acho que Moçambique ficou conhecido por suas sociedades matriarcais, porque os Macuas, etnia mais populosa do país, assim o são. Essa tribo banto era marcada, inclusive, pela poliandria (uma só mulher tem dois ou mais maridos ao mesmo tempo). Devido à catequisação dos missionários católicos, esse aspecto hoje está mudado, mas a dominação da mulher ainda permanece e é ela que escolhe livremente seus parceiros e aponta o rumo para o qual a comunidade vai seguir.

Paulina Chiziane, escritora que trabalha em um programa das Nações Unidas para a promoção da mulher na Zambézia, uma das províncias de Moçambique, em entrevista ao blog Alguma Prosa explica que na Zambézia (e daí para o norte do país) as cidades são marcadamente matriarcais. As mulheres têm voz mais ativa, têm lugar social e têm poder. Por exemplo, o “prazer sexual é um direito importante da mulher e as pessoas falam disso abertamente, nos seus grupos. Convocam a família para expor a situação”. E contrapõe: “Já no sul do país isso acontece pouco. Se o homem é impotente, não tem um desempenho saudável, a mulher tem que suportar, porque ela foi adquirida para isso, para suportar e mais nada”.

A origem dessa diferença, de acordo com ela e reforçando o que já vimos com Ana Luísa Teixeira, está no sistema matriarcal. A partir da Zambézia, caminhando para o norte, todas as regiões são matriarcais. A linhagem é pela via feminina. Quando há um casamento é o homem que se desloca para a família da mulher e lá fica, constrói a família e a casa. No sul, a mulher faz de tudo: penteia-se, pinta-se, faz danças na frente do homem para que ele lhe diga algo. No norte não. A mulher diz ao homem: “gostei de ti, quero casar contigo”, tranqüilamente. Se no sul uma mulher faz isso, recebe os apelidos mais horríveis. No dia seguinte todos falarão mal dessa mulher.

Apesar das regiões patriarcais serem tão machistas, Chiziane destaca que Moçambique é um dos poucos países africanos onde a posição da mulher em termos políticos e em termos sociais, em geral, é boa.

Já é alguma coisa…

Leia a entrevista completa de Paulina Chiziane ao blog Alguma Prosa, aqui.

Veja mais sobre a sociedade Macua no blog Perspectivas.

Veja aqui o texto de Ana Luísa Teixeira, A construção sociocultural de ‘gênero’ e ‘raça’ em Moçambique: continuidade e ruptura nos períodos colonial e póscolonial.

Masjid Taqwa

Na movimentada avenida Eduardo Mondlane, em Maputo, no número 1.267, destaca-se esta belíssima mesquita. Até onde eu percebo, Masjid significa mesquita.

mesquita na av. Eduardo Mondlane

A fortaleza de Maputo

Um dos mais representativos monumentos históricos de Moçambique é a Fortaleza de Maputo, que fica de frente para a Baía de Maputo. De acordo com documentação que consta no local, a construção original data de 1785, período no qual se acirrou a rivalidade comercial entre os países europeus. O nome da fortaleza era então Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição. No entanto, pesquisa na internet indica que já havia no local uma construção em madeira, datada de cerca de 50 anos antes.

De toda forma, o que se vê hoje é uma construção restaurada, em alvenaria, com apenas um portão. No pátio central é possível ver esculturas que representam a ocupação do território que hoje é Moçambique pelos portugueses, como a da prisão do Imperador de Gaza, Ngungunhane, do escultor Lepoldo de Almeida (abaixo).

A Fortaleza fica na baixa da cidade, de frente para a Baía, na esquina da avenida Samora Machel com a rua Marquês de Pombal. É aberta aos finais de semana, das 7h às 17h e a entrada não tem preço fixado (pede-se contribuição espontânea para a conservação). Eventualmente, ocorrem exposições e feiras temáticas em horários diversos.

Veja mais sobre a Fortaleza na Wikipedia.