Logo ali, na Suazi

O domingo passado começou com uma mensagem no celular, enviada pelo amigo Pedro: “Vou até a Suazilândia. 17h estou de volta. Topam vir?”.

Para quem não sabe, Suazilândia é o país vizinho, conhecido aqui em Moçambique pela boa qualidade da carne e pelo rei Mswati III, que é aquele estereótipo que se tem de um chefe de nação africano: usa roupas de peles, tem uma dúzia de esposas e pratica a monarquia abolutista.

A primeira característica — a boa carne — foi o que nos levou às terras vizinhas. Além claro, da graça de sair de casa para ir almoçar em outro país. Para quem passou boa parte da vida em São Paulo ou Brasília, isso é realmente diferente.

Seguimos em direção à Namaacha, onde fica a fronteira. Carimba passaporte para sair do país, carimba passaporte para entrar no outro país. Não tivemos que comprar visto. Só pagar uma taxa pelo carro, de cerca de US$ 12. Na entrada ao país vizinho, além da placa de boas vindas, o aviso do funcionário da fronteira: “cuidado com os animais na estrada. São muitos e aqui têm muito valor. Se tiver que escolher, é melhor matar uma pessoa do que um boi”, alertou, sem cara de estar totalmente brincando.

Então, entramos nas estradas da Suazilândia. Linda paisagem. Eu já tinha ouvido falar que suas belezas naturais são encantadoras, apesar de ser um país com pouca qualidade de vida para a população em geral, muita pobreza e os maiores índices de incidência de Aids do mundo.

Chegamos ao meio do país em uma hora: Manzini. No caminho, tudo que vimos foram pequenos vilarejos, muita cana e muito gado. Tudo com um ar bem rústico, construções simples, muitas casas de madeira, telhados sempre de palha. Em um país cuja economia baseia-se na agricultura de subsistência, não poderia ser diferente.

A cidade que encontramos parecia uma cidade do interior de São Paulo, com algum comércio, nenhum prédio, poucos carros. Vimos dois centros comerciais e foi em um deles (novíssimo, parecia existir há uns dois meses) que nos deliciamos com a carne suazi.

Êita bifão bom!

Eduardo, Mário, Pedro e Guilherme com seus respectivos 'bois'

Entramos em um mercado, onde o Pedro e o Mário não resistiram e ainda levaram alguma carne para casa. Depois, seguimos viagem de volta à Moçambique. Antes das 18h já estávamos de volta.

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