O fantasma da inflação está por aqui

Em 2010, a inflação média anual de Moçambique foi de 12,7%, de acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), 3% acima da projeção inicial do governo. As medidas de austeridade e de redução de custo de vida — tomadas após as manifestações de um e dois de setembro de 2010 — continuam até março de 2011. No entanto, análise do Banco de Moçambique conclui que foram medidas insuficientes para travar o aumento do preço de produtos alimentares no país.

Nos últimos meses do ano, a inflação era possível de ser vista em nossas mãos: no fim de cada mês, sempre muitas cédulas novas de metical passavam a circular. Era o governo imprimindo notas novas. De acordo com comunicado recente do Banco Central de Moçambique “as medidas combinadas de natureza fiscal, orçamental e monetárias implementadas em Setembro de 2010, para atenuar o custo de vida revelaram-se importantes para amortecer a pressão inflacionária e contrariar as expectativas de inflação inercial, mas não se revelaram suficientes para anular o surto inflacionário e a pressão sazonal associada à quadra festiva”.

Um fator crucial tem sido a crise mundial da economia, que leva a restrições por parte de produtores de alimentos. Assim, os países menos industrializados, dependentes da importação, como Moçambique, sofrem mais. E isso já está visível nas prateleiras dos mercados. Alguns produtos que encontrávamos facilmente todos os meses, nesse começo de janeiro já não estavam à venda.

De acordo com a notícia Inflação assombra economia do país, do jornal O País, as projeções de organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), não são das melhores, pois apontam para uma subida dos preços de arroz, trigo, carnes, entre outros produtos básicos, uma vez que 2011 deverá ter inflação alta de matérias-primas.

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