Balanço 2012

Felizmente, minha relação com Moçambique não acaba nunca. Ainda que tenham sido poucos posts ao longo do ano, em 2012 tive a possibilidade de visitar Maputo mais uma vez e rever os amigos e a terra que tão bem me acolheu, além de fazer novas amizades, que trouxe no coração quando voltei para casa.

E, como sempre no fim do ano, a WordPress nos presenteia com a análise do movimento do blog no ano. Vamos ver?

Apesar do pouco conteúdo novo – apenas oito textos -, o Mosanblog foi visto cerca de 150 mil vezes, o que mostra que o conteúdo ainda tem servido como base de pesquisa para muitos internautas. O pico do movimento foi em 30 de outubro, com 878 visitas. Isso dá mais de 36 visitas por hora. Nada mal…

Os visitantes vieram de 149 países e, entre os comentadores mais ativos, aparecem na lista a Lucia Agapito e a lucia, mas eu garanto para vocês que são a mesma pessoa…

O texto mais visitado foi Navegação turbulenta do rio Zambeze, publicado em 29 de outubro de 2010.

Se quer saber mais, clique aqui e veja o relatório completo

Para finalizar, uma notícia: como a experiência de ter um blog me foi tão agradável, devo contar que não resisti e, no final de 2012, abri novo endereço: o Quem aguenta? A proposta é completamente diferente do Mosanblog, mas, como eu mesma já disse aqui em algum momento, eu também estou diferente…

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Tradição de quem?

A passagem de 2010 para 2011 foi nossa primeira virada de ano em Moçambique. Durante o dia 31, dificuldade de transporte desde cedo. Após o meio-dia, as lojas da cidade começaram a fechar, as ruas foram esvaziando. Mas a maioria dos estabelecimentos fechou mesmo só às 18h. À noite, pouco movimento nas ruas.

Fomos para a casa de um amigo português, que convidou outros portugueses e moçambicanos para o evento. Ninguém estava todo vestido de branco. Sempre ouvi dizer que a tradição chegou no Brasil pelos escravos africanos…

Mas como a África é muito grande, tem mais de cinqüenta países, pode ser que em algum deles haja essa tradição. Aliás, no grupo que estávamos não tinha nenhum supersticioso. Então, não teve nada daquilo que sempre vemos no Brasil: lentilha, uva, dinheiro amarrado não sei onde, pulinhos, cor isso, cor aquilo… Apenas estouramos espumantes à meia-noite e nos cumprimentamos. Evoluído, não?

Nem sabemos se foi mesmo meia-noite ou alguns minutinhos mais, porque estávamos ouvindo rádio, esperando a contagem regressiva. E ela não aconteceu. A locutora se perdeu em comentários e, de repente: “Já é meia-noite? Sim, já passamos da meia-noite, já estamos em dois mil e onze”, anunciou a desatenta voz do rádio.

Fomos à rua ver os fogos de artifício do hotel Polana. Soubemos que há ainda outros dois pontos de queima de fogos na cidade de Maputo: hotel Cardoso e hotel Girassol. Outras famílias estavam nas portas de casa, assistindo aos fogos. Nessas outras casas também não havia ninguém todo vestido de branco. Parece que superstição não é algo forte por aqui. Assim acabou a passagem. Voltamos à música, comida, festa…

Dia 1º, feriado oficial, Dia da Fraternidade Universal, comércio fechado. Vi só um café aberto no Jardim dos Professores. Ruas tranqüilas, poucos carros, pouca gente a caminhar. Dia de descanso, de recuperar as forças para o ano que está apenas se apresentando.

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