Os números de 2015

Afinal, 2016 chegou e os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório sobre o ano de 2015 do Mosanblog. Vamos ver o que descobriram…

Apesar de só ter dois novos posts publicados, o blog seguiu no seu ritmo de receber muitas visitas. Para se ter uma ideia, a sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. O Mosanblog foi visto cerca de 50.000 vezes em 2015. Se fosse um show na Opera House, precisaria de aproximadamente 19 shows lotados para que todas essas pessoas pudessem vê-lo.

As visitas vieram de 115 países! A maior parte de Moçambique, União Europeia e Brasil. O post mais visitado foi o que explica o que é Mulungo. Se você não leu ainda, pode ler clicando aqui.

Clique aqui para ver o relatório completo

Mosanblog em 2014

Apesar da pouca atividade do Mosanblog em 2014, os duendes do WordPress não deixaram de produzir o relatório anual, com gráficos e imagens. Como sempre, vou falar dele.

Ao longo do ano, foram publicados só dois novos textos. Um justamente falando do balanço de 2013 e outro em homenagem a uma figura histórica de Moçambique, a dona Isaura.

Foram 73 mil visitas ao longo dos 12 meses e o dia com mais tráfego foi 12 de agosto, com 370 visitas. O mais divertido é que os cliques que trouxeram leitores ao Mosanblog foram dados em 128 países. O mundo se encontra aqui!

visitas Mosanblog 2014

Os posts mais lidos no ano foram: Parabéns, Isaura!, Índice dos presidentes africanos, O pedido é mais importante que o casamento, Mas o que é mulungo, afinal? e Números de 2013.

Para ver o relatório completo, clique aqui.

Números de 2013

No ano de 2013, foram produzidos apenas dois textos novos no Mosanblog, uma vez que meus planos de voltar a Moçambique para realizar diversos projetos pontuais ainda não foram concretizados e o retorno ao continente africano foi adiado.

No entanto, o Mosanblog consolidou sua vocação de ser um blog para consultas a diversos assuntos relacionados à África e, mais especificamente, Moçambique. No relatório anual produzido pelo WordPress, consta que foram recebidas 78 mil visitas em 2013, vindas de 131 países, principalmente Brasil, Moçambique e Portugal.

mapa de visitas

Os termos mais procurados por pessoas que chegaram ao Mosanblog ao longo do ano foram referentes a mapa da África, mulungo, Mosanblog, 2M e mapa de Maputo.

Os textos mais visitados foram Mas o que é mulungo, afinal?, Índice dos presidentes africanos, Mulheres Africanas no Brasil, O pedido é mais importante que o casamento e Levar ou trazer.

Espero que em 2014 o Mosanblog continue contribuindo com pessoas que precisam fazer pesquisas ou querem entender mais sobre o maravilhoso continente africano.

Para ver o relatório completo, com gráficos e imagens, basta clicar aqui.

Balanço 2012

Felizmente, minha relação com Moçambique não acaba nunca. Ainda que tenham sido poucos posts ao longo do ano, em 2012 tive a possibilidade de visitar Maputo mais uma vez e rever os amigos e a terra que tão bem me acolheu, além de fazer novas amizades, que trouxe no coração quando voltei para casa.

E, como sempre no fim do ano, a WordPress nos presenteia com a análise do movimento do blog no ano. Vamos ver?

Apesar do pouco conteúdo novo – apenas oito textos -, o Mosanblog foi visto cerca de 150 mil vezes, o que mostra que o conteúdo ainda tem servido como base de pesquisa para muitos internautas. O pico do movimento foi em 30 de outubro, com 878 visitas. Isso dá mais de 36 visitas por hora. Nada mal…

Os visitantes vieram de 149 países e, entre os comentadores mais ativos, aparecem na lista a Lucia Agapito e a lucia, mas eu garanto para vocês que são a mesma pessoa…

O texto mais visitado foi Navegação turbulenta do rio Zambeze, publicado em 29 de outubro de 2010.

Se quer saber mais, clique aqui e veja o relatório completo

Para finalizar, uma notícia: como a experiência de ter um blog me foi tão agradável, devo contar que não resisti e, no final de 2012, abri novo endereço: o Quem aguenta? A proposta é completamente diferente do Mosanblog, mas, como eu mesma já disse aqui em algum momento, eu também estou diferente…

Os números de 2011

As histórias que eu tinha sobre Moçambique acabaram, mas a relação não acaba nunca. E o Mosanblog é uma forma de manter esse vínculo, mesmo sem introduzir novos textos, novas experiências. Afinal, consegui o que mais queria que era ajudar as pessoas que estão distantes a entenderem a vivência na África e o fluxo de visitas no blog tem se mantido nos últimos meses.

Como sempre, no fim do ano, o WordPress, ferramenta que está por traz do Mosanblog, faz uma análise do desempenho dos seus blogs. E como esse desempenho existe basicamente movido pelos leitores, eu não poderia deixar de dividir as informações com vocês, assim como fiz em 2011, no post quase homônimo Os números de 2010.

Como a arte visual do relatório está muito legal, achei melhor deixar o link para que os leitores possam ver o relatório na íntegra (nem é tão grande) e com todos seus desenhos e animações. Divirtam-se!

Clique aqui para ver o relatório completo

Fim?

folhas no chão no jardim dos professores junho 2011

Os primeiros seis meses foram de encanto. O segundo semestre foi de choque cultural (sim, por mais estranho que seja, o choque se deu tempos depois). O terceiro semestre foi de desconforto*.
Era tempo de pensar em ir embora.

O Mosanblog não será o primeiro nem o último com vida curta. Muitos dos blogs que venho freqüentando desde antes de minha passagem pela África são assim. As pessoas criam o espaço para dividir com o mundo suas impressões desse continente mágico e suas impressões são, muitas vezes, por períodos curtos. Alguns, mesmo depois de deixarem a África, continuam seu trabalho de divulgação. Outros não. Acho que o Mosanblog vai se enquadrar na segunda categoria.

Mas vai continuar no ar, para servir de pesquisa a todos que se interessam pelo assunto. Pelo menos essa é minha intenção, até enquanto o WordPress permitir. Sempre que possível procurei incluir citações, referências e links nos textos, para que as pessoas interessadas em aprofundar seu conhecimento sobre o tema tenham essa oportunidade. Acho que isso é importante, especialmente pela pouca (e, às vezes, equivocada) divulgação que temos normalmente da África.

E devo dizer que, ao visitar as estatísticas do blog, na área administrativa, nada me dava mais alegria do que perceber que quando os diferentes mecanismos de busca da internet direcionavam as pessoas para o Mosanblog, elas encontravam de fato a resposta que procuravam.

Nesse período tanta coisa aconteceu que parece terem sido décadas e não anos. Em Moçambique, assisti a casamentos, despedidas dos mortos, aniversários, celebrações de datas cívicas, rituais… Trabalhei com públicos muito diversos, e tudo isso enriqueceu bastante minha experiência.

O Eduardo fez muita matéria interessante, nos ajudando a conhecer e entender um pouco mais desse mundão que fica sempre tão escondido dos outros continentes. O Guilherme deixou a marca dele por muitos lugares, inclusive no cardápio do Coisa Nossa, que agora tem o Sandes Guilherme. E o Otto passeou por lugares e viu coisas que jamais um cãozinho nascido no meio do cerrado brasileiro poderia sonhar.

Foi muito bom também acompanhar a interação entre os leitores. Muitas vezes, pessoas que eu sei não se conhecerem, trocaram idéias de forma tão leve e descontraída que pareciam todos amigos, participantes de uma confraria qualquer… a confraria dos que se relacionam com África, talvez.

Desde o início do Mosanblog, foram oferecidas mais de 300 colheres de ração para cães que sofreram maltratos, por meio de respostas às pesquisas da Socialvibe, aqui na lateral direita do blog. E espero que os leitores continuem contribuindo com mais cliques, uma vez que o blog vai continuar no ar.

Foram 374 textos publicados. Entre eles, 73 Quintas Quentes, onde ouvimos música de 19 países africanos e também de brasileiros que cantaram a África e na África.

Fico pensando agora no que vou encontrar no retorno ao Brasil (para onde estou a caminho nesse momento) e me vem a certeza de que não vou encontrar nada como estava antes de eu partir, porque, afinal, eu que volto já não sou a mesma.

A verdade é que foi pouco tempo para perdermos as referências, mas também foi tempo demais para as mantermos inalteradas. Era algo que eu precisava viver e agradeço por ter vivido.

* O desconforto foi causado por situações como as descritas na série De como os mulungos sofrem e nos textos Será que paguei propina? e Casei com Moçambique.

Em poucos dias, Otto de novo no avião

Começa o mês de outubro e, com ele, as férias. Férias com gosto de mudança. O final delas tem destino ainda incerto, mas sabemos que é lá para as bandas de São Paulo. Vamos começar com uns dias em Cidade do Cabo, na África do Sul. Depois, uns dias de volta a Maputo e uma passagem por Lisboa, já na rota de retorno.

Chegamos em São Paulo em meados de outubro, sem destino definido, contando com a boa vontade da hospedagem familiar. Nem casa vamos ter nesse momento. Então, é procurar trabalho e fixar endereço. Claro que não muito, porque se tem coisa que essa família aqui não tem é raiz, para ficar presa feito árvore.

E lá vai o Otto, na sua caixinha de andar de avião!

Otto na caixa de viagem

Carta aberta a todo o moçambicano e moçambicana*

Outro dia convidei os leitores a visitarem o blog Nhatinha.com, para o qual eu havia feito um Guest Post. Hoje, o Mosanblog é que recebe uma visita. O ‘nando Aidos enviou por e-mail um texto com a sugestão de ser publicado como uma sua carta aberta ao povo moçambicano. Como o que ele escreveu fez sentido para mim e vai ao encontro dos objetivos do blog, divulgo:

Nando AidosDecidi escrever uma carta aberta a todo o moçambicano e moçambicana. Decidi abrir o peito. Decidi arriscar-me a ouvir que o que escrevo abaixo não é relevante, mas aqui vai.

O tema que eu quero abordar tem a ver com o nosso bem-estar do dia-a-dia, com as condições de conforto pessoal, a educação e a saúde de cada um de nós. Tem a ver com oportunidades de ganhar o pão de cada dia e de usufruir de uma vida digna de todo o ser humano.

Por isso não escrevi esta carta aberta a Moçambique. Seria muito vago. O palavra Moçambique, usada neste contexto, teria a tendência de deixar o leitor de fora a olhar para esse Moçambique lindo e generoso, sem se envolver, sem se comprometer com ele. Daria a impressão que nós poderiamos ficar à espera que Moçambique fizesse coisas para melhorar a nossa vida, quando na realidade nós, os moçambicanos, é que temos de nos esforçar para melhorar as nossas vidas.

Parece à partida um desafio impossível de atingir, mas não é. Porque nós, os moçambicanos, temos muitas necessidades que podemos preencher, nós próprios, dando-nos oportunidades para refazermos as nossas vidas de um modo digno, sem ter de esperar, nem pelo Governo (com isto não quero escusar o Governo do trabalho importante que há para fazer em todas as direções que olhemos), nem pelas ONGs que muito têm feito, nem pelos donativos externos que, como sabemos, não têm resolvido nada e até, em muitos casos, piorado o que já havia. Todos nós sabemos de casos assim.

Para responder à pergunta que sei está debaixo da língua do leitor, vou começar a enumerar necessidades do dia a dia e a apontar para soluções ao alcance de todos. Todos!

Vou até começar por um tema controverso, mas muito pertinente, que é o das as nossas casas humildes de bloco de cimento e telhados de chapa de zinco. Materiais trazidos pelos antepassados do ocidente, utilizados nas suas casas quando se estabeleceram em terras africanas, mas que apenas nos dão habitações sufocantemente quentes na época quente do ano, e frias nas noites frias e na época fria do ano. Mas como eram mais robustas, e menos sujeitas a infiltrações de chuva no tecto, as construções continuam sendo feitas a ritmo acelerado. Temos de confessar também que outra razão muito forte foi que este tipo de construção era “como a casa do branco”, coisa muito semelhante ao que tem acontecido pelo mundo, como aconteceu na Colômbia, onde tem sido batalhado com sucesso pelo arquitecto Simón Vélez.

Esta contrução nada tem a ver com África. As habitações de barro e capim, ou de caniço e capim, têm muitos inconvenientes, sem dúvida, mas são mais frescas e deixam-nos dormir melhor para enfrentarmos o dia seguinte de trabalho. E oferecem muita flexibilidade aos moçambicanos, incluindo a possibilidade de serem modificadas para nos dar mais espaço, mais privacidade e mais conforto, sem gastar dinheiro que não temos. Há já muito trabalho feito neste sentido. É só aproveitar o que já foi feito e adaptar ao clima, recursos, conhecimentos e hábitos locais. Vou deixar aqui apenas um projecto da organização Habitat for Humanity em Cabo Delgado como exemplo.

Já que estamos na conversa das habitações, quero falar um pouco do modo como cozinhamos. Uma panela em cima de três pedras e um pedaço de lenha a arder por baixo. Alguns de nós, com mais sorte na vida, cozinhamos com gás e até electricidade. Mas à esmagadora maioria dos nossos conterrâneos esses métodos não são monetáriamente acessíveis. Esses precisam de ir buscar lenha muito frequentemente, cada vez mais longe de casa, contribuindo para a desflorestação das nossas matas. Leram o artigo sobre a Serra da Gorongosa que foi toda desmatada pelas aldeias vizinhas?

A pergunta que logo se põe, e com toda a razão, é – e como quer que essa gente cozinhe? Ao que eu responderei – com menos lenha. Como? Por exemplo usando alguma coisa que já existe, e ensinando todos a construir fogões rocket feitos com tijolos de barro. É pena que eu não tenha uma versão em português, mas talvez as imagens deste video possam perfazer essa falta. Há muitas soluções deste tipo, embora a maioria seja feita de ferro o que põe o fogão fora do alcance de uma grande maioria dos nossos conterrâneos. Quem em Moçambique não sabe, ou não consegue aprender a fazer, tijolos de barro, com um pouco de casca de arroz, ou capim cortado dentro?

Este tipo de fogão também emite muito menos partículas de fumo, as causadoras de muita doença pulmonar que aflige as nossas mulheres e as nossas crianças. Precisamos de cuidar bem delas.

Bom, se já temos um fogão, para cozinhar precisamos de cultivar alimentos, mas precisamos de melhorar as condições da agricultura. Sabemos bem que a introdução de sementes modernas que necessitam de fertilizantes artificiais não estão ao alcance da maioria dos agricultores. Sabemos que as sementes podem ser melhoradas localmente através de técnicas simples de hibridação, sendo o milho o mais conhecido e divulgado. A hibridação já não é coisa de cientistas. Aliás nunca foi. Foi primeiro, e durante milénios, coisa dos agricultores nossos antepassados longínquos, que depois os cientistas, ou deram explicações complexas sobre o assunto, ou apenas disseram que inventaram. Mas agora não vamos falar disso.

O trabalho feito neste campo durante o século XX deu origem ao que agora se chama de Revolução Verde. Mas esta revolução não chegou a África, nem a Moçambique, por razões complexas, mas nós temos as condições para fazê-la chegar e muito rapidamente. Precisamos de nos debruçar sobre o problema, adaptar as técnicas, já bem conhecidas, à agricultura do povo moçambicano e permitir que todos os benefícios sejam colhidos do Rovuma ao Maputo (expressão bem conhecida de todos). E enquanto estamos neste tema, precisamos de investigar outros cereais, nativos de África, que se dão muito melhor na nossa terra, precisam de menos água, e têm um teor alimentício mais elevado.

E da cozinha podemos passar às latrinas. Parece um tema estranho, mas todos nós, se comemos, temos de ter uma latrina, ou acabamos por sujar todo o terreno à nossa volta. Aqui, quero dar o devido crédito ao Feliciano dos Santos, conhecem, né? O fundador da Estamos.mz e que muito tem feito para melhorar as nossas vidas neste sector lá para os lados no Niassa. Porque não replicamos estas ideias por Moçambique todo? Que bom seria para todos nós! Os que não temos e os que temos onde nos aliviar.

E como latrinas beneficiam a saúde de todos, vamos a isso.

Na saúde e nas escolas temos o problema da falta de profissionais, médicos, enfermeiros, professores, entre outros, homens e mulheres, estas muitas vezes muito melhores que nós os homens, temos de nos convencer! Mas também temos falta de condições para os nossos doentes e os nossos alunos. Os edifícios que temos, construídos com tijolo ou bloco de cimento e telha de barro cozido ou até chapa de zinco, não suprem as faltas, são poucos os que ainda estão em condições para serem usados. Não resolvem os problemas nas zonas mais remotas do nosso país e são muito caras de construir. Estas faltas poderiam ser supridas com edifícios como aquele que foi construído em Cabo Delgado e que eu já mencionei acima. Com muito menos dinheiro.

Antes de acabar a minha carta aberta, quero realçar o poder de fomento da economia local que podem ter estas tecnologias ao alcance de todos. Um fomento da economia que pode e deve envolver os nossos conterrâneos mais necessitados, uma economia em que eles possam participar.

Se o fogão gasta menos lenha, e assim não é preciso ir buscar lenha tantas vezes, tarefa frequentemente deixada às crianças em idade escolar, estas já terão mais tempo para irem à escola, e assim podem ter melhor aproveitamento escolar. E aproveitando mais, serão melhores profissionais no futuro. O mesmo posso dizer das nossas mamanas, as que na esmagadora maioria, cultivam a terra e dela arrancam o sustento de muita gente. Elas poderão ver maior produtividade e assim ter excedentes, ou mais excedentes, que poderão vender, melhorando as condições das suas habitações (mas não com cimento e zinco, por favor!).

Tudo isto, acho eu, dá origem a um ciclo impressionante. A partir de um nível de vida desumano, suprindo as suas próprias faltas, porque não há dinheiro para fazer as coisas “à moda dos brancos” (perdoem-me a insistência neste termo que eu considero tão sufocante para as capacidades locais e para a criatividade de todos nós), até ao ponto em que começam a participar numa economia mais alargada. Numa economia por eles criada, que produz para as suas necessidades.

Se leram até ao fim, obrigado por me terem escutado. Espero que tudo isto faça sentido como faz para mim. E se assim fôr, que haja conterrâneos por esse Moçambique fora com coragem de abraçar estes desafios e até criar melhor e mais. Estou disponível para participar.

Kanimambo**,
‘nando

* Texto de ‘nando Aidos
**N.E.: obrigado, em changana.

Jogos Africanos

cojito

Cojito

Nos últimos dias estive envolvida com a formação de voluntários para os X Jogos Africanos, que vão acontecer nas províncias de Maputo e Gaza, de 3 a 18 de setembro próximo. Participam dos jogos 48 países do continente africano, na disputa de 24 modalidades esportivas. O evento promete movimentar o sul do país. O Cojito, mascote dos Jogos, já pode desde agora ser visto em cartazes, outdoors e banners espalhados pela cidade.

Para receber os jogos, seis mil voluntários estão sendo preparados e a formação deles em diversas áreas, como protocolo, bem servir, emergência em saúde e outros foi feita pela empresa AR Broadcasting, que me contratou para o curso na área de comunicação (como se comunicar com os diferentes públicos que estarão presentes, comunicar bem para servir bem, o papel do voluntário, a importância da comunicação correta, que tipo de informação é necessária em um evento como esse, etc.)

Foi uma experiência muito boa. O contato com seis mil pessoas que trabalharão como voluntárias no evento, de variadas faixas etárias, com diferentes experiências de vida, que chegaram a este trabalho por diversas formas, foi muito enriquecedor. No final do curso eu sempre abria espaço para ouvir os participantes e nessa hora todos ganhávamos.

Aprendi muito com os voluntários, tive contato com gente que está realmente interessada em ajudar seu país a fazer o melhor evento e mostrar que é capaz. Tenho certeza que o sucesso dos jogos vai contribuir para que essas pessoas percebam que são capazes de ir além e fazer muito por seu país.

Espero que essa disposição contamine aqueles que estão próximos dos voluntários e que se inicie então um clico virtuoso de auto-estima, que o moçambicano precisa tanto.

Boa sorte e bom trabalho a todos os envolvidos nos X Jogos Africanos!

Uma das turmas de voluntários

Uma das turmas de voluntários

Quatro dias, duas cidades e muita história para contar

Um fim de semana, dois dias de folga e mini-férias para a família. Assim foram os últimos dias, em África do Sul. Fomos a Joanesburgo e Pretória.

Foi muita coisa em pouco tempo. Agora tenho que organizar as fotos e as informações, para contar melhor… aguardem. Enquanto isso, algumas fotitas:

Em Pretória, o Union Buildings, sede do governo sul-africano

Church Square, em Pretória

Casa onde Mandela viveu no Soweto

Museus

Muitos estádios de Copa do Mundo

Leões filhotes

... e adultos

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