Mayra Andrade

Mayra Andrade recebeu seu primeiro convite para gravar antes dos seis anos de idade. A mãe não deixou. Mas, nem por isso, podou o talento da menina. Enteada de um diplomata, ainda criança mudou-se de Cabo Verde para o Senegal, depois Angola e, na adolescência, viveu em Alemanha.

Aos quinze anos cantou em público pela primeira vez, em sua terra natal, Cabo Verde, no lançamento de um disco chamado “Cap Vert l’enfant (vol. I)” no Palácio da Cultura, na Praia – a sua cidade. Assim começou a carreira.

Aos 17 anos, Mayra descobriu Paris e começou a viver sozinha. Lá, encontrou músicos do mundo inteiro. Ela cantava de tudo: boleros, blues, chanson e muita música popular brasileira; sempre também concentrada, claro, nos sons da sua terra.

Ao longo da carreira, já gravou ao lado de referências mundiais da música, como Charles Aznavour, Chico Buarque, Lenine, Youssou N’Dour, Mart’nalia, Carlinhos Brown, Margareth de Menezes, Hugh Coltman, Angélique Kidjo, Yael Naim, Asa, Pedro Moutinho e muitos outros.

Talvez tenha conquistado tantos parceiros graças à sua simpatia e doçura. Sempre com um sorriso no rosto, Mayra é daquelas que canta e encanta.

Com Stória, stória… a artista quis fazer um disco mais pensado, elaborado, e ter mais tempo para cantar até ficar no ponto ideal. Nesse trabalho, Mayra esteve dois meses em estúdio, essencialmente entre Paris e São Paulo, e também no Rio de Janeiro, Salvador e Havana. E é a música que deu nome ao disco que vamos ouvir. Ouvir e passear um pouco pelos sons de todos esses lugares, que influenciaram a artista e contribuíram com seu talento, sua ginga, sua música.

Dexâ-m bem kontâ-bu um stória
D-um amor ki nasi oji
Entri um seu ki ka tem stréla
I um rubera só ku pedra…

Tantu stória pa-m kontâ-bu
Di fórsa di sentiméntu
Di kodé d-um rabeládu
K-um mosinhu di Mindélu
D-es amor ki djuntâ-s petu
Pa tudu eternidádi…

Dexâ-m bem kantâ-bu um stória
K-um sértu melankoliâ
Pa-m fla-u kusé k’é sodadi
Di nha kábu k’é ka verdi…

Tantu stória pa-m kantâ-bu
Sobri fidjus di Atlántiku
Kotchi pedra tra aligriâ di ses gronzinhu di téra
Ka parsi lugar na mundu
Más di nós ki Kabu-Verdi…

Dexâ-m bem kantâ-bu um stória
Tantu stória pa-m kantâ-bu
Dexâ-m bem kontâ-bu um stória…..

Recomendo ainda que visitem o site oficial da cantora, muito bem feito, por sinal.

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Published in: on 19/05/2011 at 18:55  Comments (3)  
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3 ComentáriosDeixe um comentário

  1. San!
    Eu adoro a Mayra! Uma vez, estava escutando um CD com as novas revelações da música francesa e ouvi a cancão “Comme s’il en pleuvait”. Fiquei encantada e pensei: “epa, quem é essa brasileira?” por conta do seu sotaque. Desde então, acompanho a carreira dela. Adoro o Storia Storia, mas confesso que tenho um fraco pelo primeiro CD dela. Sempre que escuto o trecho Navega me arrepio inteira. Me divirto procurando palavras que se assemelham ao nosso português no crioulo cabo-verdiano de algumas canções dela!
    Querida, no mais, gostaria muito de ter o seu email! Faz tempo que quero te escrever 🙂
    Beijos saudosos,

    • Sabe que o crioulo cabo-verdiano é mesmo “bem português”, né? O Eduardo esteve por lá no ano passado e disse que é possível se compreender praticamente tudo que falam.

      Beijos.

      Sanflosi.

  2. Que doçura de voz! Sem falar que ela é linda. Uau, agenda cheia até março/2012. Nada de Brasil na lista dos concertos 😦


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