Frio em Maputo

Em casa, começamos a ter sinais de que o inverno voltou.

Otto debaixo do cobertor

Veja mais sobre o frio por aqui no post Tá frio pra cachorro, de junho de 2010.

Grande promoção

Em um mercado chinês em Maputo, essa semana, era possível ver a seguinte promoção:

Compra um. Leva um. ??? É promoção porque, normalmente, compra-se um e leva-se meio?

Ou o chinês não percebe mesmo de português ou está se divertindo com a nossa cara…

Fim de uma etapa

Há alguns dias escrevi da participação que tive em um debate sobre comunicação e empreendedorismo, aqui em Maputo. Esta foi minha última atividade pública como diretora da Academia de Comunicação.

Depois de ter participado da escolha do edifício onde seria instalada, reforma da casa (que estava acabadinha), montagem dos cursos, escolha dos professores, dos funcionários e, claro, de toda a burocracia de papeladas mil para abrir a escola, é hora de deixar o negócio para ser tocado por quem é daqui. E, como todas essas etapas que citei foram acompanhadas aqui no Mosanblog, não poderia deixar de contar agora o fim da história.

Fiquei lá pelos três primeiros meses de aulas, vi os primeiros cursos terminarem, os primeiros formandos sendo encaminhados para sua vida profissional e saio agora com sensação de ter cumprido parte da missão que me trouxe a Moçambique, que era a de contribuir com meu conhecimento e minha experiência para o desenvolvimento por aqui.

Vou continuar ligada à escola como professora e, sempre que precisarem, consultora para as áreas administrativa e pedagógica. Mas tenho certeza que o pessoal que lá está vai precisar pouco, porque é gente qualificada e que, afinal, conhece melhor do que eu a realidade moçambicana.

O albino da voz dourada

O músico de hoje vem do Mali, mas é conhecido por toda África e além. Salif Keïta é músico e cantor, marcado não só pelo seu talento, mas por sua característica física, o albinismo, e sua descendência imperial: descende diretamente do fundador do Império Mali, Sundiata Keita.

Nascido em 1949, por ser da família imperial, não poderia exercer uma função social destinada aos subalternos, conhecidos como griots, que são os contadores de história em muitos povos africanos. Por seu albinismo, passou muitos anos sem contato com outras pessoas, porque na cultura local, albinismo é um sinal de azar. Mas sua paixão pela música foi mais forte que o sangue e os preconceitos e ele hoje não só é músico profissional, como é conhecido por Voz Dourada de África.

Sua música mistura os sons tradicionais da África ocidental com música islâmica e tem influências da Europa e América. Além de cantar, ele toca balafon, djembê, guitarra, kora, órgão, saxofone e sintetizador.

O vídeo abaixo é da música Africa, que escolhi pelo som (claro!), pela plástica do vídeo e como homenagem pelo dia de ontem, 25 de maio, no qual se comemora o Dia da África.

Saiba mais sobre o músico, visitando sua página na internet, a African Music Encyclopedia e a Wikipedia.

Saiba mais sobre os albinos na África em matéria feita pelo Eduardo Castro para a Agência Brasil.

Um ano

Há exatamente um ano, começava a história do Mosanblog, com o post Fonte do Índico, que reproduzo abaixo.

O primeiro texto desse blog é dedicado ao amigo Fábio Graner, que ainda virá nos visitar para também beber da fonte do Índico.

Debate para jovens

Sexta-feira passada, dia 20 de maio, participei do debate Comunicação e Empreendedorismo, organizado por alunos do 3º ano do curso de Relações Públicas da Escola de Jornalismo, sediada em Maputo. O debate aconteceu no auditório da Rádio Moçambique e teve três mesas, uma voltada para Relações Públicas, outra para Publicidade e Marketing e a terceira para Jornalismo. Foi nesta última que eu entrei.

Além de mim, que representava a Academia de Comunicação, os outros debatedores eram Belmiro Adamugy, do jornal Domingo, e Salomão Moiane, do Magazine Independente. Ambos, semanários informativos.

Na platéia, cerca de cem jovens da Escola de Jornalismo, da Academia de Comunicação e do Instituto de Educação em Gestão (IEG). No início um pouco tímidos, mas depois de um aquecimento, logo começaram a fazer perguntas e mostrar seu interesse em aprender como ser empreendedor em uma área normalmente dominada por poucos gigantes, como a comunicação.

Foi uma experiência muito rica e de muita troca. Depois de tantos relatos, acho que os jovens perceberam que fazer comunicação é mais do que ter uma agência de publicidade com empresas multinacionais como clientes ou ser dono de um grande jornalão. É possível ser empreendedor em comunicação, encontrar alternativas, trabalhos inéditos, nichos no mercado.

Os palestrantes falaram muito sobre a paciência que se deve ter para o retorno em algum empreendimento, a importância da responsabilidade no trabalho, qualquer que seja, o peso de se escolher algo pelo qual se tem paixão e não apenas porque é o mais rentável no momento, a necessidade de se pensar no futuro… coisas que podem parecer básicas, mas para os jovens, nem sempre… e para jovens com pouco contato com a realidade de trabalho, como temos em Moçambique, onde é grande o índice de desemprego, menos ainda.

Foi um evento importante para aqueles que estiveram lá. Espero que se repita, pois discutir o futuro das gerações e contribuir para que tenham o melhor futuro possível é necessário.

Painel Empreendedorismo e Jornalismo: Salomão Moiane, Alexandre Zavala (moderador), Sandra Flosi e Belmiro Adamugy

Comprinhas no vizinho

Morar perto da fronteira está sendo uma experiência divertida para nós. Pegar o carro e atravessar para outro país é algo muito comum para quem vive aqui em Maputo. Você pode ir para outro país para conhecer o Kruger Park, para comer carne muito boa e barata na Suazilândia ou para fazer compras em Nelspruit, na África do Sul.

Eu não sou muito fã de fazer compras, então, não é isso que me atrai por lá. Mas sempre vale o passeio e, quando se está precisando de alguma coisa, o preço da cidade é compensador. Em geral, as coisas tem preços cerca de 25% mais baixos que em Maputo e a variedade é maior.

Estive lá pela primeira vez em agosto do ano passado, com a amiga Isaura. Fomos durante a semana, porque ela tinha uma consulta médica. Aliás, isso é outra coisa que atrai muitos moradores de Moçambique para Nelspruit. Clínicas com equipamentos mais modernos, médicos muito bem preparados e melhores recursos já estão especializadas em atender pessoal do país vizinho.

Agora, fomos no sábado. Com os amigos Patrícia e Santiago. Foi um passeio de compras e gastronomia. Muita gastronomia… Saímos de casa às 6h e chegamos lá por volta de 8h30. Passamos primeiro no Estádio de Mbombela, construído para a Copa de 2010. Essa parada você pode ler com detalhes no post escrito pelo Eduardo no ElefanteNews.

Depois, café da manhã no Mugg & Bean do I’Langa Mall, o shopping novo. Aliás, as compras acabam por se resumir ao shopping novo e shopping velho, no qual ainda vamos chegar… Uma volta no shopping e, quando nos demos conta, já era mais de meio dia.

Parada para almoçar. Restaurante Mediterranean, no mesmo shopping. Foi perfeito, porque tem sushi e sashimi, que o Eduardo adora e estava sentindo falta de um restaurante do tipo com boa relação custo x benefício. Em Maputo temos duas ou três opções, mas os preços são muito altos para a qualidade e quantidade que oferecem. E para mim e o Guilherme, carne, muita carne bem vermelha.

Além disso, a vista do restaurante é lindíssima. O que é também uma característica da cidade. Pequena e cercada de montanhas, por onde andamos, o cenário é sempre muito agradável. Sem contar com as ruas largas, bem asfaltadas e limpas (mais coisas para a lista do que não se encontra em Maputo).

A sobremesa ficou para o outro shopping. O Riverside. Uma sorveteria chamada Milk Lane, onde nos acabamos nas taças gigantes com muito sorvete e cobertura. Depois, passear por todo o shopping, para fazer a digestão.

No fim do dia, passada no supermercado Spar. Muitos produtos que compramos lá, não são encontrados em Maputo com regularidade. Além disso, o custo mais baixo também atrai.

Fim das compras, hora do jantar. Lá foi o sobrinho matar saudade do McDonald’s. Pronto, já tínhamos feito tudo que não é possível fazer em Maputo, tínhamos nos divertido muito com os amigos, então, já podíamos encarar mais duas horas e meia de estrada para dormir no nosso país de residência.

Para saber mais sobre a cidade, veja também o post Nelspruit, do blog da Nhatinha, e o site oficial da cidade.

Das difíceis relações trabalhistas em Moçambique (2)

Há alguns meses tive que realizar uma série de contratações de professores. Nas entrevistas, os que mais me interessavam, os profissionais atuantes em emissoras de rádio, televisão ou agências de comunicação, sempre apresentavam um problema: os turnos de trabalho em seu emprego principal.

Explico: a escola seria um emprego secundário, uma vez que o profissional viria para uma hora e meia ou duas horas de trabalho e receberia no fim do mês um valor correspondente a isso e não a um salário cheio para sustentar a família. No entanto, em seus trabalhos, seus horários não são fixos. Uma semana faz a manhã, na outra faz a noite, e na terceira nem se sabe. Há empresas que definem o turno dia a dia. Hoje, ao sair, o funcionário fica sabendo a que horas vai trabalhar amanhã.

Assim, não se pode marcar uma consulta médica, não se pode fazer um curso, não se pode ser professor. E eu argumentava: “mas se disseres à tua chefia que vais dar aula, isso é bom para a empresa, ter um funcionário que é professor… não consegues negociar para ficar sempre no mesmo horário?”.

Aí é que a coisa piorava. A chefia não poderia nem sonhar que seu funcionário estava dando aulas. Alguns até conseguiram um jeito para dar as aulas em cursos de curto período (são todos cursos de cerca de três meses, profissionalizantes), trocando os turnos com colegas, semana a semana, em um super esquema de ajuda sem que as chefias desconfiassem. Mas, se fossem descobertos, teriam que escolher. Afinal, na visão dessas gerências e diretorias, ter um rendimento extra não é interessante, porque o funcionário passa a não depender totalmente daquela empresa e pode começar até a exigir direitos.

Depois, tive mais uma vez contato com o problema dos turnos quando um rapaz interessado em fazer o curso de digitação rápida, que dura um mês, disse que não conseguia fazer porque no supermercado onde trabalha a cada semana ele tem o horário alterado. Então, ele só poderia vir semana sim, semana não, uma vez que o curso é sempre no mesmo horário. Como o curso é bastante individual, cada aluno tem um computador e segue suas lições independente dos outros, ele fez a matrícula e está a freqüentar o curso em dois meses. Semana sim, semana não, ele está lá.

Na mesma época, um amigo moçambicano resolveu mudar o esquema de trabalho em sua empresa. Até então, metade dos funcionários trabalhava pela manhã e início da tarde e a outra metade entrava no fim da manhã e ficava até o início da noite. Todos faziam os mesmos horários todos os dias. Assim, os que entravam no fim da manhã podiam se programar para fazer cursos e ter compromissos próprios de manhã e os que saíam no meio da tarde tinham o fim do dia para isso. Três desses que entravam cedo estavam até a fazer faculdade à noite.

Eis que o amigo vem comentar comigo que vai alterar: vão trabalhar cada semana num turno. Eu tentei argumentar que não seria justo com aqueles que faziam faculdade, que não poderiam mais cursar indo uma semana sim outra não. E, por outro lado, a empresa não ganhava nada com isso, porque o número de funcionários em cada horário continuaria o mesmo. “Se o funcionário tem comprometimento com a empresa tem que ser assim, não pode ter outras coisas para fazer, tem que se dedicar com exclusividade até que a empresa tenha condições de permitir isso”, foi o que ouvi.

Contando os casos para uma outra amiga, brasileira, que trabalha na área administrativa de uma empresa, ela falou que sofre com questão semelhante, porque o dono da empresa não facilita em nada o acesso dos seus funcionários ao estudo. Se um funcionário pede para sair uma hora mais cedo porque se matriculou na escola, ela pede o comprovante da matrícula com o horário e adapta a jornada do funcionário, diminuindo o horário do almoço até o limite permitido pela lei ou fazendo com que entre mais cedo. E então, o dono da empresa, desautoriza e diz que não se pode dar flexibilidade para esses casos.

O que ele chama de “esses casos” poderiam ser a contribuição para uma empresa melhor, com funcionários mais bem qualificados, gente mais produtiva e, com certeza, animada para trabalhar, em reconhecimento pela empresa ter contribuído com sua formação. Mas, a pergunta que fica é: será mesmo que esse tipo de empresário quer funcionários mais bem preparados?

Mayra Andrade

Mayra Andrade recebeu seu primeiro convite para gravar antes dos seis anos de idade. A mãe não deixou. Mas, nem por isso, podou o talento da menina. Enteada de um diplomata, ainda criança mudou-se de Cabo Verde para o Senegal, depois Angola e, na adolescência, viveu em Alemanha.

Aos quinze anos cantou em público pela primeira vez, em sua terra natal, Cabo Verde, no lançamento de um disco chamado “Cap Vert l’enfant (vol. I)” no Palácio da Cultura, na Praia – a sua cidade. Assim começou a carreira.

Aos 17 anos, Mayra descobriu Paris e começou a viver sozinha. Lá, encontrou músicos do mundo inteiro. Ela cantava de tudo: boleros, blues, chanson e muita música popular brasileira; sempre também concentrada, claro, nos sons da sua terra.

Ao longo da carreira, já gravou ao lado de referências mundiais da música, como Charles Aznavour, Chico Buarque, Lenine, Youssou N’Dour, Mart’nalia, Carlinhos Brown, Margareth de Menezes, Hugh Coltman, Angélique Kidjo, Yael Naim, Asa, Pedro Moutinho e muitos outros.

Talvez tenha conquistado tantos parceiros graças à sua simpatia e doçura. Sempre com um sorriso no rosto, Mayra é daquelas que canta e encanta.

Com Stória, stória… a artista quis fazer um disco mais pensado, elaborado, e ter mais tempo para cantar até ficar no ponto ideal. Nesse trabalho, Mayra esteve dois meses em estúdio, essencialmente entre Paris e São Paulo, e também no Rio de Janeiro, Salvador e Havana. E é a música que deu nome ao disco que vamos ouvir. Ouvir e passear um pouco pelos sons de todos esses lugares, que influenciaram a artista e contribuíram com seu talento, sua ginga, sua música.

Dexâ-m bem kontâ-bu um stória
D-um amor ki nasi oji
Entri um seu ki ka tem stréla
I um rubera só ku pedra…

Tantu stória pa-m kontâ-bu
Di fórsa di sentiméntu
Di kodé d-um rabeládu
K-um mosinhu di Mindélu
D-es amor ki djuntâ-s petu
Pa tudu eternidádi…

Dexâ-m bem kantâ-bu um stória
K-um sértu melankoliâ
Pa-m fla-u kusé k’é sodadi
Di nha kábu k’é ka verdi…

Tantu stória pa-m kantâ-bu
Sobri fidjus di Atlántiku
Kotchi pedra tra aligriâ di ses gronzinhu di téra
Ka parsi lugar na mundu
Más di nós ki Kabu-Verdi…

Dexâ-m bem kantâ-bu um stória
Tantu stória pa-m kantâ-bu
Dexâ-m bem kontâ-bu um stória…..

Recomendo ainda que visitem o site oficial da cantora, muito bem feito, por sinal.

Published in: on 19/05/2011 at 18:55  Comments (3)  
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Das difíceis relações trabalhistas em Moçambique (1)

Estar em Moçambique há mais de um ano tem me permitido ver coisas que embrulham o estômago. É verdade que há situações que eu esperava encontrar e nunca ocorreram mas, por outro lado, situações que eu nem imaginava existirem de tão toscas, podem aparecer estampadas no jornal como simples relato cotidiano.

Muitas delas dizem respeito às relações trabalhistas. Tenho pensado muito em como fazer um texto sobre o assunto. Mas, consideradas as diversas nuances e inúmeras situações que se relacionam com o tema, decidi por abrir uma série. E ela tem seu primeiro texto hoje, com notícia do jornal O País: Director do hospital acusado de espancar funcionária.

No Chimoio, capital da província de Manica, o diretor do Hospital Provincial de Chimoio, Manuel Mussalafo, teria interpelado uma funcionária da farmácia da instituição, no final da sua jornada de trabalho, procurando saber o que a funcionária levava consigo na bolsa pessoal.

“A farmacêutica não permitiu que o seu superior hierárquico revistasse a sua bolsa, daí que o director entendeu fazer o uso da violência, que, no entanto, não resolveu a curiosidade do director, mas sim resultou em ferimentos no braço direito da funcionária”, segundo relato do jornal.

Na seqüência, o texto afirma que a “suposta vítima” poderá ser tida como culpada por desobediência ao seu superior. Vou repetir, para ficar mais claro: a pessoa que apanhou do chefe e teve seu braço ferido a ponto de sangrar poderá ser considerada culpada por não ter obedecido à ordem de abrir sua bolsa pessoal para ser revistada pelo seu superior hierárquico.

E o diretor provincial de Saúde de Manica, Juvenaldo Amós, ainda explica na matéria que “é da legitimidade do responsável do hospital procurar saber o que qualquer funcionário leva consigo sempre que ocorrer a suspeita de desvio de qualquer propriedade hospitalar”. É assim que se procura saber? E ainda completa que se a funcionária era mesmo inocente não deveria proibir o chefe de revistar sua bolsa pessoal.

O mais triste é que, recentemente, li o livro A construção social do Outro: perspectivas cruzadas sobre estrangeiros e Moçambicanos, dirigido pelo sociólogo Carlos Serra, com textos de Angélica João, Cremilo Bahule, Hilário Dyuty, João Feijó, Jonas Mahumane, Miguel Moto e Teles Hou, além, claro do próprio Carlos Serra.

O livro é uma riquíssima fotografia das relações entre moçambicanos e estrangeiros. Além disso, o texto de João Feijó é mais específico nas relações trabalhistas e faz uma rica análise das relações entre empresários e trabalhadores chineses com moçambicanos em empresas estabelecidas em Maputo. Nele, é possível ler relatos que mostram que essa situação é cotidiana: “Da observação participante das dinâmicas laborais e dos discursos dos trabalhadores foi possível percepcionar que, perante uma situação de incorreção ou de morosidade, os encarregados chineses reagem com irritabilidade e brusquidão. Empurrar, bater nas costas ou na cabeça constituem reacções freqüentes”.

Não quero dar uma de ingênua e dizer que isso não acontece mais em lugar nenhum do mundo. Lembro-me aqui de casos como a revista íntima feita em funcionários das Lojas Americanas, no Brasil. Mas, como mostra o texto Lojas Americanas são condenadas por revista íntima de funcionários a questão é tratada de forma bem diferente no Brasil (e acredito que em muitos outros países): com regulamentação, com discussão na justiça e com a divulgação do fato sendo um constrangimento para quem pratica a violência e não para a vítima.

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