Lá de cima

Em dezembro de 2008, passamos parte das férias em Marrocos. Foi uma escolha acertadíssima. O país é lindo, cheio de história e paisagens únicas. Só não aproveitamos mais pela dificuldade de comunicação, por não dominarmos os idiomas falados lá: árabe e francês (nem sempre, aliás). Não conheci, por exemplo, quase nada da música. Só tivemos contato com aquelas tradicionais, que tocam nos shows para turista ver.

Mas a amostra já deixou claro que o marroquino é um povo muito musical. Nos jantares que participamos sempre havia muita música, com danças em roupas coloridas, muitas palmas a acompanhar e todos a cantar. Agora, procurando aqui e ali música da África… encontrei no site do João Leitão o grupo Fnaïre (lanterna ou farol), classificado em alguns textos da internet como o conjunto musical que mais tem movimentado o país, grupo de rap que arrebenta.

Marrocos é habitado, em sua maioria, por árabes. O país tem, no entanto, em vários aspectos culturais grande troca com a Europa, especialmente com a região sul da Espanha, pela proximidade geográfica. Fnaïre é um grupo de quatro jovens (Khalifa, Achraf, DJ Van e Tizaf) que apresenta uma música muito moderna, o rap, com forte influência da música árabe. Achei linda a mistura dos sons típicos da tradicional música árabe na batida também muito típica do moderno rap.

Não preciso dizer que não entendi nadica do que se diz na música. Também não encontrei tradução. Mas é rap, não tenho dúvida que é forte. Pelo que li, as músicas deste grupo tratam da união marroquina e dos diferentes povos que habitam o país e que, ao longo dos séculos, não têm conseguido um convívio amistoso.

Vamos ouvir Yed el Henna. Tudo que consegui descobrir é que a tradução do título da música é Mão de henna. Pela tradição muçulmana, em diversos tipos de eventos festivos as mulheres enfeitam suas mãos e pés com desenhos feitos de henna, que ficam parecendo tatuagens.

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5 ComentáriosDeixe um comentário

  1. […] Quinta Quente da semana passada eu trouxe aqui um grupo de rap marroquino, o Fnaïre. Já que estamos no ritmo, vou apresentar mais um rapper, agora moçambicano. Não, eu não sou fã […]

  2. A música é universal mesmo. Podemos imaginar o que eles estão falando…

  3. Mais sugestões para o QQQ: Salif Keita, Alpha Blondy, Khaled, Angelique Kidjo, Papa Wemba, Ray Lema, Mory Kanté, Ali Farka Touré (o pai do Blues africano), Orchestra Baobab, Bella Bellow (oldies but goodies)… 🙂
    Beijos

    • Obrigada, David, nosso consultor oficial para assuntos musicais e de África. 🙂

      Suas dicas sempre são preciosas. Tenho encontrado muita coisa boa por meio delas. Os leitores do Mosanblog agradecem.

      Beijos.

      Sanflosi.

  4. Pelo que pesquisei sobre o grupo, realmente o que predomina é o rap, mas encontrei algumas com rítmo tipicamente árabe: lalla menana , Fnaïre Feat Cheb Bilal – Golih !! Goleh!!! “Lyrics” [Tourate Entertainment 2009]…
    Não gosto de rap, mas concordo com você: “ficou linda a mistura dos sons típicos da tradicional música árabe na batida também muito típica do moderno rap.”
    Nem senti falta de você colocar a letra tá?
    امجموعة فناير امجموعة فنايرامجموعة فنايرامجموعة فناير
    Entendi tudoOooO kkkkk
    Beijos


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