Mozal, a novela continua

Vamos voltar hoje a falar da Mozal, multinacional de alumínios que tem um complexo de ‘refinação’, de onde sai o metal conhecido por ter o maior grau de pureza disponível no mercado mundial. Esse complexo fica aqui ao lado de Maputo, na região da Matola. Como já falei nesse blog anteriormente, a tal empresa anunciou, em julho de 2010, que nos próximos meses passaria a emitir gases poluentes diretamente na atmosfera, sem o uso de filtros, durante reabilitação do seu Centro de Tratamento de Fumos (fumaça).

Semana passada soubemos pelos jornais que os próximos meses tinham chegado e o processo começaria exatamente em primeiro de novembro. Em entrevista coletiva, o presidente da Mozal, Mike Fraser, reiterou que durante o processo conhecido como bypass não haveria qualquer tipo de danos para o ambiente, muito menos para a saúde pública, porque as emissões desta multinacional estão e estarão dentro dos padrões estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

No entanto, na sexta-feira, 29 de outubro, a Mozal anunciou que, apesar de iniciar mesmo na data prevista (portanto, hoje) o processo de reabilitação dos centros de tratamento de fumos, a emissão direta de gases para a atmosfera estaria adiada, por tempo indeterminado.

De acordo com matéria da agência Lusa publicada no jornal Oje a empresa teria anunciado por meio de comunicado escrito que o adiamento se dará “enquanto respondemos a solicitações adicionais de informações pelas partes interessadas”. As partes interessadas, no caso, são organizações da sociedade civil e de defesa do meio ambiente.

Em tom ameaçador, no entanto, a Mozal afirma que vai adiar o processo, mas que “continua preocupada com os riscos respeitantes à integridade estrutural dos CTF — Centros de Tratamentos de Fumos — associados ao atraso deste projeto”.

A nós, pobres mortais, só nos resta aguardar o próximo capítulo dessa novela, sempre na torcida para que o estrago ambiental e em nossos pulmões não seja muito grande.

Veja no jornal O País notícia sobre a coletiva de imprensa de 27 de outubro, quando foi divulgado que o processo de emissão de gases sem filtros começaria em 1 de novembro de 2010 e teria duração de cerca de 140 dias.

Mais informações em notícia do Canalmoz, divulgada no blog Moçambique para Todos.

O histórico da questão em textos anteriores no Mosanblog:
Emissões da Mozal: os números não convencem.

A Mozal novamente nos jornais.

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3 ComentáriosDeixe um comentário

  1. […] segundo semestre de 2010 publiquei diversos textos sobre a Mozal, multinacional de alumínios estabelecida em Maputo. O assunto era o bypass, processo de emissão […]

  2. Nossas assinaturas parecem estar fazendo efeito hein?

    • É isso aí! Os pulmões agradecem.

      😉

      Bjs.

      Sanflosi.


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