Tubarões africanos

Os Tubarões é o nome de um dos grupos musicais mais representativos de Cabo Verde no período de transição rumo à independência e democracia. Mesmo tendo sido extinto em 1994, sua música permanece viva e ainda é muito reproduzida e apreciada.

Uma das particularidades deste grupo de sete membros é que nenhum deles era músico em tempo integral. Todos tinham profissões paralelas como advogados, despachantes e médicos.

Eles cantam em crioulo caboverdiano, língua originária do arquipélago de Cabo Verde, e usam instrumentos típicos africanos, juntamente com outros, de origem européia, como o saxofone. O resultado é maravilhoso.

Em 1976, iniciam a sua discografia que é encerrada com a extinção do grupo, em 1994:

– Pepe Lopi (1976)
– Tchon di Morgado (1976)
– Djonsinho Cabral (1979)
– Tabanca (1980)
– Tema para dois (1982)
– Os Tubarões (1990)
– Os Tubarões ao vivo ( 1993)
– Porton d’ nôs ilha (1994)

No fim da década de 90, o vocalista Ildo Lobo decidiu dedicar mais tempo à sua carreira como músico e gravou três discos solo. Faleceu em 2004.

BIDA DI GOSSI (VIDA DE AGORA)

Ess bida di gossi bira mariado (A vida agora tornou-se mofina)
‘M firfiri sucuru fitcha (A buscar a vida a noite caiu)
Doedjo na tchon cabeça marian (De joelhos no chão, a cabeça às voltas)
Galo canta ‘m djobé caminho (O galo cantou procurei o caminho)

Ess bida di gossi bira mariado (A vida agora tornou-se mofina)
‘M firfiri sucuru fitcha (A buscar a vida a noite caiu)
Doedjo na tchon cabeça marian (De joelhos no chão, a cabeça às voltas)
Galo canta ‘m djobé caminho (O galo cantou procurei o caminho)

Qui dia lifanti cansa cu sé denti (Quando é que os dentes cansaram ao elefante)
Fidjo cabra ca salta rotcha (O cabrito não saltou na rocha)
Po tchiga casa nha Péma (Eu cheguei à casa da dona Péma)
Osso quebrado corpo mangrado (Osso partido corpo gasto)

Quem catem cabeça ca ta poi tchapéu (Quem não tem cabeça não põe chapéu)
Quem catem dinheiro ca ta gasta tcheu (Quem tem pouco dinheiro não deve gastar muito)
Quess bida di gossi é sim qué fêto (Porque a vida de agora é assim feita)

Quem catem cabeça ca ta poi tchapéu (Quem não tem cabeça não põe chapéu)
Quem catem dinheiro ca ta gasta tcheu (Quem tem pouo dinheiro não deve gastar muito)
Quess bida di gossi é sim qué fêto (Porque a vida de agora é assim feita)

Povos x nações*

Nunca vi muito sentido no sentimento de patriotismo. O fato de ter nascido dentro de linhas imaginárias definidas pelos homens me fazem diferente dos que nasceram dentro de outras linhas imaginárias? Essa questão da identidade do país é muito vaga para mim. Percebo esses laços como elementos reforçados pelo poderio militar, para que o povo contribua, sem perceber, com suas conquistas. Afinal, a delimitação geográfica das fronteiras não passa de resultado de conquistas bélicas e acordos de interesse econômico. Daí, nascerem nações com hinos tão patrióticos quanto belicosos.

A experiência de morar em outros países me fez perceber ainda mais isso. Ser um cidadão do mundo é mais fácil do que de um só país. Afinal, há coisas no meu país com as quais me identifico tanto quanto em outros países por onde passo, e há coisas lá com as quais em nada me identifico.

Já falei aqui que o aspecto com o qual eu mais tenho me identificado ultimamente na cultura de meu país é o idioma. No caso, o português, também falado em outros tantos cantos do mundo. E isso me faz sentir em casa não só no Brasil, mas em outros desses tantos pedaços de terra.

Daí vem a observação do que é uma nação. Na prática, a nação não tem nada a ver com os povos que nela estão. Em um mesmo espaço geográfico, determinado por guerras e acordos da humanidade, pode haver mais de um povo, assim como há povos por aí, divididos em mais de uma nação.

A Era colonialista foi grande responsável por situações assim. Vejamos a África: sua estrutura atual foi definida em meados do século XX. E ainda há conflitos que poderão mudar as linhas do continente em breve. Mas, notemos que o continente teve reinos e cidades-estados com registro histórico há mais de cinco mil anos. Descobertas recentes de pesquisadores colocam a África como o berço da humanidade, onde teria pela primeira vez aparecido a espécie Homo sapiens (representada aqui por essa que aqui escreve e esses que aí lêem).

Mapa da divisão da África pré colonial

Mapa da África pré colonial

Mapa atual da África

Mapa atual da África

Por que aceitar, então, a estrutura atual? Aliás, eu a vejo como das coisas mais toscas que a história já produziu. Foi elaborada a partir dos interesses das potências coloniais européias (Bélgica, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Portugal e Espanha) e resultou em tribos (essas sim formadas por povos com identidade cultural e histórica) divididas em até três países. E há outros países, onde tribos inimigas passaram a conviver por força da convenção desse acordo das potências.

O que aconteceu com as línguas faladas por esses povos, então, é muito triste. Foram obrigados a aprender o idioma do colonizador — no caso de Moçambique, o português — porque essa passou a ser a forma de ligação entre os vários povos que convivem em um país. Em Moçambique, apesar de português ser o idioma oficial, há outros quase 30 sendo falados por aqui.

Com tudo isso, acredito que a Nação é mais que uma determinação geográfica. É algo muito subjetivo para ter definição dicionarizada. Tem a ver com identificação entre pessoas, entre hábitos, entre culturas.

* com a colaboração de David Borges.

Passeio na praia

Distante menos de uma hora de Maputo, fica a praia de Macaneta. Quase deserta, em uma península à qual o melhor acesso é feito de balsa, a partir de Marracuene. Estivemos lá com os amigos Pedro e Jorge, que levou o filho.

trajeto de Maputo para Macaneta

Trajeto de Maputo para Macaneta: no ponto A, Maputo, no ponto B, a balsa. O caminho em linha preta é o que se faz depois da passagem da balsa, em estrada de terra

imagem de satélite da praia de Macaneta

Imagem de satélite da praia de Macaneta

Com o calor moçambicano que tem feito nos últimos dias, o passeio foi super providencial. Eu não entrei no mar, porque como os leitores mais atentos já sabem, não levo jeito para ser bife empanado. Mas Eduardo entrou e curtiu muito.

Como saímos tarde, no sábado que era feriado aqui (25 de setembro é dia das Forças Armadas de Libertação Nacional), pegamos um tremendo congestionamento no caminho. Bem que o Jorge avisou que deveríamos sair até 8h30. Mas, preguiçosos, quisemos sair às 10h. Assim, o trajeto até a balsa levou quase uma hora e meia. A fila na balsa, apesar de pequena, nos tomou mais quase meia hora. Chegamos na praia propriamente por volta de meio-dia. Exploramos um pouco a região, vimos os muitos terrenos ainda sem construção e também os já explorados, como o simpático Tan’n Biki (acampamento e chalés, com um restaurante e piscinas), freqüentado principalmente por sulafricanos.

Um banho de mar para os rapazes, apreciação da natureza para a garota aqui e, às 15h, já pegamos o caminho de volta. Dessa vez ouvimos o conselho do Jorge, que disse que depois das 15h30 teria muita fila na balsa. Atravessamos e fomos comer em Marracuene.

Abaixo, algumas fotos do passeio.

Pedro, Eduardo e o filho do Jorge, na balsa para Macaneta

Pedro, Eduardo e o filho do Jorge, na balsa para Macaneta


Jorge no carro durante cruzamento de balsa

Jorge no carro durante cruzamento de balsa

Praia de Macaneta 25 de setembro de 201

Eu apreciando o meu pedaço...

Eduardo e Pedro no mar de Macaneta

... os rapazes curtindo o deles

Cinema em Moçambique

Fomos ao cinema em Maputo pela primeira vez. Já tínhamos assistido a alguns filmes aqui, durante o Dockanema, mas, por coincidência, nenhum tinha sido em sala de cinema propriamente. Agora, fomos assistir ao filme O último voo do flamingo.

O destaque ficou para a sala Xenon (na avenida Julius Nyerere, 776). Enoooorme. Sala do tipo que não existe mais no Brasil há umas duas décadas, pelo menos. Com direito a lugares no balcão e tudo mais. Cabem ali umas 400 pessoas, seguramente. Compramos pipoca e, ao som de uma tenebrosa campainha, que mais parecia coisa de filme de terror anos 50, entramos na gigantesca sala. Apagam-se as luzes, uma propagandazinha e, pronto, começa o filme. Eduardo comentou: não tem trailer. Pois é…

No meio do filme… INTERVALO. Gente, fantástico! Eu nunca tinha ido em cinema com intervalo. O amigo Pedro, que estava conosco, disse que em Portugal havia isso até algum tempo atrás, mas já faz muitos anos que não há. Pausa de sete minutos para repor a pipoca, fumar, ir ao banheiro ou ficar lá mesmo, a apreciar os trailers!

Adorei. Soubemos depois que sempre é assim aqui e que todas as salas são grandes como essa.

cartaz do filme O último voo do flamingoO filme? Bem, o filme é baseado no livro de mesmo nome, do escritor Mia Couto. Uma ficção sobre os tempos pós guerra, em que soldados da ONU (Organização das Nações Unidas), os conhecidos capacetes azuis, estiveram em Moçambique na missão de manutenção de paz. O romance narra estranhos acontecimentos de uma pequena vila imaginária, Tizangara.

A direção foi do moçambicano João Ribeiro, formado em cinema em Cuba e em Moçambique e que, com esta obra, faz sua estréia no longa-metragem. A adaptação do texto foi feita por Gonçalo Galvão Teles. Entre os atores, a brasileira Adriana Alves, além de Alberto Magassela, Carlo D’Ursi, Cláudia Semedo e Elliot Alex.

Não li a obra original, mas fiquei com a impressão de ser daqueles casos em que o livro é melhor que o filme. Louvo a intenção da produção, mas Mia Couto é mesmo muito literário… há frases no filme, que percebemos terem sido transportadas literalmente do livro, onde devem fazer efeitos incríveis, mas que no cinema ficam perdidas. Além disso, os atores não ajudam lá muita coisa. Os melhores são Cláudia Semedo e Elliot Alex, mas não conseguem salvar o filme. Mas a história é muito boa, então, podes conhecê-la sorvendo do maravilhoso texto de Mia Couto. Por outro lado, o filme vale pelas imagens de Moçambique. Foi filmado aqui pertinho de Maputo, em Marracuene.

Mapa de Marracuene

Quanto vale:
– entrada de cinema: MT 120,00 (R$ 5,60)
– pipoca: MT 45,00 (R$ 2,10)
– refrigerante 600 ml: MT 45,00 (R$ 2,10)
– livro O último voo do Flamingo: R$ 29,90 pelo Submarino.

Observação: os horários das sessões no Xenon são 15h, 18h e 21h.

Poetisa musical

Na verdade, ela é cantora e poetisa. Eu a vi pela primeira vez no programa Moçambique em Concerto, do Gabriel Júnior, na TVM (Televisão de Moçambique) no último domingo, dia 19 de setembro. Adorei o que vi e ouvi. Boa música, boa voz, simpatia… Depois fui ao seu site oficial, conheci melhor e não tive dúvidas que gostaria de apresentar Tânia Tomé aqui no espaço Quinta Quente no Quinto.

Tânia Tomé recebeu seu primeiro prêmio aos 7 anos de idade, como melhor voz em um concurso internacional organizado em Moçambique pela World Health Organization (WHO). Logo adotou também a arte da poesia, tendo estreado em um sarau aos 13 anos de idade, onde representou o poeta José Craveirinha e tocou piano para acompanhar a própria declamação.

Aos 17 anos, saiu de Moçambique, sua terra natal, rumo a Portugal para cursar faculdade de Economia. Mas a arte não a deixou. Lá teve experiências com canto, declamação e televisão, além de fazer parte de movimentos culturais. Ainda em Portugal, participou de uma antologia Palop (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), com outros jovens desses países, onde teve 10 poemas de sua autoria.

Em 2009 lançou o DVD Showesia, onde faz o casamento de suas artes principais: música e poesia. São mais de 27 poemas cantados e declamados, com dança, música, canto e poesia.

Abaixo, ela canta uma música de amor, em BiTonga, um dos idiomas falados em Moçambique: Nhi ngugu Haladza (Eu te amo).

Zenguela ngi luvane
Gu ganela monho wango
Gu vaha lipangone
Nhi ngu gu gu
Zenguela ngi luvane
Gu ganela monho wango
Gu vaha lipangone
Nhi ngugu Haladza
Ungu welengueza monho wango
Nha gu uga
Nha gu ona ue
Nha gu g ala la
Ungu welengueza monho wango
Nha gu uga

Nha gu ona ue
Nha gu g ala la
Zenguela
Zenguela ngi luvane
Gu ganela monho wango
Guva Guva Guva G uva há Limpagone
Nhi ngu gu, nhi ngu gu,
Nhi ngu gu haladza
Ungu welengueza monho wango
Nha gu uga
Nha gu ona ue
Nha gu g ala la

Veja mais nos sites Tânia Tomé e Showesia.

Praia em casa

Já comentei aqui que, apesar de não gostar de entrar no mar, tenho gostado muito de admirá-lo em Moçambique. E agora posso apreciar um pedacinho dele dentro da minha casa.

Não, não mudamos para um lugar de frente para o mar. Mas o amigo-chefe-parceiro Gabriel Júnior esteve na província de Nampula na semana passada e trouxe uma linda lembrança de Nacala, região onde ficam algumas das mais lindas praias de Moçambique.

artesanato com conchas, de Nacala

Published in: on 22/09/2010 at 09:39  Comments (2)  
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O mesmo idioma, pero no mucho

Em Moçambique, o idioma oficial é português. Não é o português brasileiro, nem tão pouco o de Portugal. É uma mistura dos dois, com alguns toques regionais, com influência dos outros mais de vinte idiomas falados no país.

Assim, algumas palavras que usamos aqui, não são as mesmas do Brasil, como bicha (para indicar fila), casa de banho (para o banheiro), gelado (sorvete) e água fresca (no lugar de água gelada). Aqui também não se passa roupa, se engoma (ainda que só passem a ferro mesmo, sem goma). E tem mais: aqui as ruas não são asfaltadas, são alcatroadas. Na verdade, quando são, né? Em Maputo, a capital do país, basicamente só as grandes avenidas o são. Algumas das demais vias foram um dia, mas os buracos já são tantos que nem lembrança do alcatrão há. E ruas também não são ruas, são estradas. As estradas são auto-pistas, ó pá!

A delegacia é esquadra. O canalizador é o encanador brasileiro, que também é conhecido como bombeiro hidráulico em algumas regiões do Brasil. E o canalizador, claro, conserta canalizações.

Mas a influência maior de Portugal é notada especialmente na escrita (até pela recente independência). Então, aqui não se registra, se regista. Eu lembro que descobri isso ainda no Brasil, nos livros de Saramago, que não são “abrasileirados” quando publicados lá. A primeira vez que li, achei que fosse falha de revisão. Mas como vi outras vezes, resolvi checar e descobri que o original, em “português”, era mesmo registar.

E aqui também não se negocia, se negoceia. Sempre me pego a pensar que curioso é isso. Em que momento, no Brasil, colocaram um r a mais em registar? E onde foi que passaram a dizer eles negociam e deixaram de dizer eles negoceiam?

Isso sem falar nos inúmeros “c” que povoam todas as palavras, como objectivos, sector, actividades… Mas parece que isso está a cargo da reforma ortográfica que deve ser aplicada nos países de língua oficial portuguesa até o fim de 2012.

negoceia na manchete do jornal O País

Ainda acho estranho ler negoceia nas manchetes de jornal, por exemplo

Aqui se faz o Mosanblog

Alguns amigos têm cobrado imagens de nossa vida em Moçambique. Como é a casa, como são os amigos, como é o bairro onde moramos…

Nas últimas semanas, tentei criar um espaço aqui no Mosanblog para deixar um painel de fotos, com essas imagens. Mas agora descobri que o modelo que escolhi para o blog não permite abrir uma página interna, além da inicial, onde estão os posts. Como gosto do modelo e não quero mudar por agora, vou colocar essas imagens aqui mesmo, entre um post e outro. Talvez até fique mais interessante.

Para começar, abaixo, uma foto do escritório de casa, onde é feito o Mosanblog. Como inspirações, o mapa da África, acima do monitor, e uma foto do Otto, na tela do computador. Aliás, 90% das vezes, o Otto está sentado no meu colo enquanto escrevo. Grande companheiro!

mesa do Mosanblog no escritório

Simpatia e qualidade

Um bom lugar para refrescar e lanchar. Assim é a sorveteria (gelateria, para os daqui de moçambique) Gianni. Está em três endereços — Polana Shopping, Maputo Shopping e Jardim de Sommerschield —, todos na capital de Moçambique, Maputo.

Os locais são coloridos, em tons vibrantes de rosa, azul e verde. Lá se pode desde matabichar (tomar café da manhã, para os brasileiros, ou fazer o pequeno almoço, para os portugueses), até tomar um suco natural de frutas ou um capuccino no fim da tarde, quando o sol já se foi e o friozinho da noite à beira mar toma conta.

fachada Giani Maputo Shopping

Mas o que gostamos mesmo, é de saborear um gelado depois da feijoada no Tipalino, aos sábados. Tradição geralmente cumprida com os amigos Ricardo, Sandra e Vasco. O sorvete é realmente artesanal, cremoso e tem sabores variados. Há opções de sorvetes dietéticos, inclusive. Na minha opinião, o melhor é o bom e tradicional chocolate. Porque lá é chocolate de verdade, parece uma barra gelada derretendo na boca. Delícia! E o melhor: se escolher ser servido na cestinha ou casquinha, elas são daquele waffle crocante, que não fica feito borracha quando em contato com o sorvete.

Noé, atendente da gelateria GianiAlém disso, a casa conta com simpáticos atendentes. Todos sorridentes e sempre de bom humor. Na loja do Maputo Shopping, quase sempre somos atendidos pelo Noé, que hoje me explicou como faz para manter o bom astral: “Mesmo que na mente algo não está bom, não pode deixar ir para o coração. O coração explode. Tens que estar bem com o coração”. E ele está, sempre bem e com o coração aberto para amizades.

Serviço:
O quê? Gelateria Gianni.
Quando? Todos os dias, do café da manhã (matabicho) até o fim do dia.
Quanto? 1 bola de gelado por MT 50,00 (R$ 2,40), cachorro quente MT 120,00 (R$ 5,80), Waffle simples MT 75,00 (R$ 3,62), Waffle com mel e caju MT 105,00 (R$ 5,07), crepe simples MT 70,00 (R$ 3,38), crepe com banana e mel MT 95,00 (R$ 4,59).
Onde? Maputo Shopping (rua da Imprensa x rua Marquês de Pombal), Polana Sopping (av. 24 de julho x av. Julius Nyerere) e Jardim Sommerschield (rua Daniel Napatima x rua dos Cronistas).

E o cardápio tem muito mais. O que descrevi acima foi só para ter uma idéia:

cardápio Giani

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