Otto foi à praia

Ontem, domingo, pela primeira vez, Otto (nosso cão) foi à praia. Aqui mesmo, em Maputo. Colocou suas patinhas nas geladas (estamos no inverno) águas do Índico.

Nada aconteceu como eu imaginava. Ele não fugiu quando as ondas se aproximaram. Está certo que eram ondinhas, mas eram seres que se moviam e ele foge até de papel que voa com o vento na rua! Com as ondas não, continuou a andar, como se nada houvesse. Ele não bebeu da água salgada, nada além daquilo que pulou para dentro da boca dele. No entanto, ele assustou com a areia que entrava pelas narinas cada vez que ele punha em ação o seu aspirador de pó natural, para cheirar toos os milímetros daquele mundo novo. E eu, boba, nem tinha pensado nisso!

Mas foi tudo muito divertido. Ver as patinhas daquele cão do cerrado brasileiro afundando na areia grossa, ele, tão pequenino, se esforçando para andar, seu corpo na água do Índico… foi muito divertido. Vejam um pouco nas fotos que fizemos lá:

Otto andando na areia

Eduardo com Otto na água

Eduardo com Otto na água

Otto com Sandra na praia

Otto com Sandra na praia

Estamos aqui há mais de quatro meses, mas a visita demorou tanto porque eu tenho aversão à praia. Aquela areia me dá a sensação de que sou um bife à milaneza… toda areia do planeta entrando em meus poros… o cheiro da água salgada… não consigo. E como eu fico muito tempo sem fazer essa visita aos oceanos, acabo até me esquecendo como é. Sei que não gosto, mas guardo a idéia de que vai ser suportável. Quando chego lá, ao primeiro pisar na areia, já me arrependo e tenho vontade de ir embora. Há duas semanas foi assim. Tentei, mas a visita não durou sete minutos. Ontem ficamos um pouco mais, pelo Otto. O que a gente não faz por essas criaturas que nos roubam o coração?

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7 ComentáriosDeixe um comentário

  1. […] por muitos lugares, inclusive no cardápio do Coisa Nossa, que agora tem o Sandes Guilherme. E o Otto passeou por lugares e viu coisas que jamais um cãozinho nascido no meio do cerrado brasileiro […]

  2. […] escrevendo algum post para o Na ponta do lápis), quando ouviu um estrondo assustador e viu o Otto saindo de dentro da casinha e correndo em fuga em direção à sala. Guilherme olhou para […]

  3. […] do Tan’n Biki, porque há outros cães lá e todos se conheciam. Ainda não foi dessa vez que o Otto ganhou um […]

  4. […] isso me causa muitas situações de “frio na barriga”, porque saio com o Otto para passear e quando ele encontra os pavões, corre atrás deles latindo. E eu desesperada: […]

  5. […] Eu não entrei no mar, porque como os leitores mais atentos já sabem, não levo jeito para ser bife empanado. Mas Eduardo entrou e curtiu […]

  6. “Aquela areia me dá a sensação de que sou um bife à milaneza…” é disso também que não gosto, como já comentei em outro post seu! Se a praia fosse cimentada né? kkkk Quase me mataram uma vez que disse essa heresia hahaha, mas poderia ser uma solução para eu gostar! Bjs

  7. O Otto vai ter muitas histórias pra contar também. Aliás, cadê o blog do Otto?


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